São Paulo passa (com ressalvas) no “teste do quarteto” com o Cruzeiro

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O jogo em Minas seria o primeiro “teste de força” do novo sistema que Muricy vem usando no clube: Boschilia e Ganso pelos lados, Pato com liberdade e muita posse de bola em toques curtos (como todo o ano de 2014), no 4-2-3-1 que marca com duas linhas de 4 jogadores, como apontado aqui.

Teste de força porque jogar fora de casa, com um time forte, exige mais marcação e menos erro de todos especialmente do quarteto ofensivo. Ganso e Pato teriam que cercar mais do que contra o CRB. E o time atuaria com linhas recuadas, o que não é costume. Como um quarteto tão ofensivo marcaria?

Foi o que aconteceu contra o Cruzeiro, que veio no 4-2-3-1 de sempre. Nesse ano, a lesão de Borges e Marcelo Moreno obrigou Marcelo Oliveira a usar Júlio Baptista na referência. O time demorou a se encontrar, mas os últimos jogam mostram: trinca de meias se movimentando mais, laterais mais presos e Lucas Silva cada vez mais participativo na transição.

Num primeiro tempo de muito ataque celeste, os erros prevaleceram. Calor e o gramado fofo – que já foi alvo de críticas do Atlético-MG no domingo passado – impediram o Cruzeiro de finalizar mais e melhor. Foram 33 passes errados contra 17 do São Paulo, que também levou perigo no gol de Fábio.

Natural que o gol saísse de falta, no início do segundo tempo. Com muitos passes errados e a marcação do São Paulo, a bola não atravessava o meio. Na chance que teve, Júlio cobrou falta perfeita.

Como o time mineiro se jogou no campo do SP e procurou as jogadas com o trio de meias (principalmente o passe vertical de Éverton Ribeiro), Ganso, Pato e Boschilia tiveram que participar muito mais. E não decepcionaram: Ganso abria pela esquerda para acompanhar o lateral, Boschilia voltava e Pato podia ficar por um lado (geralmente o esquerdo) se a jogada era no meio com Ganso ou na frente da linha, em um 4-4-1-1.

Não demorou para Muricy perceber a necessidade de uma presença mais ofensiva. Com Osvaldo, o time ganhou mais ímpeto nas jogadas individuais pela esquerda e a trinca de meias ganhou novo desenho: Pato na direita e Ganso centralizado com Maicon aparecendo muito na frente, pelo setor esquerdo.

Marcelo respondeu: Mayke para melhorar a velocidade na direita, Nílton para ajudar na marcação no meio e Borges para prender a bola. Estratégia clara: duas linhas com Lucas Silva aberto pela esquerda, Ricardo Goulart dando combate principalmente em Hudson e saídas rápidas com Éverton.

Funcionou? Sim: o São Paulo terminou o jogo com apenas 2 finalizações certas de 7, mesmo com 53% de posse de bola. De 17 cruzamentos, 2 certos: um deles parou na cabeça de Antônio Carlos, que desviou para o gol de empate. Fica a pergunta: será que o Tricolor precisa tanto de Alan Kardec quando Muricy encontrou um zagueiro com tempo de bola perfeito para o tão famoso Muricybol.

Já a outra pergunta, a do início do texto, tem resposta: o São Paulo marcou bem o Cruzeiro, mas ainda faltam os devidos ajustes para o sistema ganhar consistência. Se a boa nova é um Ganso diferente, o time ainda alterna muito. Desafio para Muricy nos 7 jogos restantes até a Copa do Mundo.

Dados extraídos do @footstats

Campinhos táticos do @TacticalPad

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