Linha alta e setor esquerdo definem o emocionante clássico espanhol

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O “El Clásico” era visto como decisivo pelo Barcelona, que queria acalmar a crise de seu treinador e Neymar, e pelo Real, que abriria bela vantagem na tabela com a vitória.

Ancelotti preparou uma novidade para surpreender o Barcelona: o posicionamento dos volantes. Alonso, Modric e Di Maria não fizeram aquele tripé clássico de um 4-3-3, mas procuraram avançar alguns metros para incomodar a saída blaugrana e cortar as bolas limpas a Messi, cada vez mais isolado e apagado na referência do 4-3-3 de Tata Martino.

Essa “coragem” de marcar alto o Barça cortou a transição do time catalão, mas fez Iniesta e Fábregas explorarem a linha alta com lançamentos para Messi e Neymar, correndo nas costas dos defensores merengues. Como era muito compacto, o time marcava o adversário que estava com a bola, mas dava espaço pelos lados (seria um caso de cobertor curto?). O gol de Iniesta exemplifica: compactação não é tudo.

Depois do placar aberto, o Real avançou as linhas com a costumeira variação: Dí Maria abre pela esquerda e libera Ronaldo para acompanhar Benzema na área. A transição merengue ganhou velocidade e o placar virou quando esse 4-4-2 do Real explorou a fraqueza histórica do Barcelona: a bola aérea na cabeçada de Benzema e depois no cruzamento que Mascherano não interceptou.

Só que havia Messi do outro lado: se seu rendimento caiu mais fixo na frente, quando recua e carrega entre as linhas volta a lembrar o jogador 4 vezes melhor do mundo. Foi assim que recuou, indefiniu a marcação do adversário e aproveitou a “parede” de Neymar para empatar o jogo no momento de mais desorganização catalã, com Neymar isolado e Fábregas e Xavi sem espaço.

Como o Real propunha mais jogo, continuou com as linhas avançadas, apesar da tentativa do Barcelona de trabalhar a bola e chegar ao gol com calmaria. Um discutível pênalti em Cristiano Ronaldo virou mais uma vez o placar no pior momento do Barça no jogo.

Esse Barcelona, o da circulação rápida de bola entre os triângulos de jogadores, vem se perdendo desde a saída de Guardiola e com Martino ganhou estilo mais “vertical”: correria ao invés de rapidez do passe, referência ao invés de falso-9. Muito disso se explica na estratégia adotada hoje: bola alta ou passe procurando o limite da defesa do Real. Quando Neymar foi lançado, Ramos não teve opção a não ser parar a jogada e ser expulso.

Sem muita opção, o Real se juntou num 4-4-1 com Ronaldo isolado, e o Barcelona teve espaço para mostrar, ainda que timidamente, a filosofia que parece automática. As alterações de Martino, com Sanchéz e Pedro, tornaram o time mais letal na frente e Iniesta passou a jogar mais avançado e criativo, quase como armador. Foi nele o pênalti que determinou o 4×3.

Riqueza de alternativas e competitividade: mesmo com a derrota, o Real de Ancelotti parece sólido até quando Cristiano não vai bem. E o irregular Barcelona da temporada ainda tem cartas na manga, principalmente quando o camisa 10 faz seu jogo “entre-linhas”. Um clássico que mexe de vez com o, enfim, imprevisível Campeonato Espanhol.

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