Grêmio foi organizado, mas sentiu falta de alternativas contra o San Lorenzo

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As poucas chances de gol no primeiro tempo de San Lorenzo x Grêmio não ocorreram por causa que o Grêmio “joga com 3 volantes”: é um equívoco apontar essa informação, levando em conta que Riveros não é volante, mas sim meia pelo lado do 4-4-1-1 que Enderson Moreira solidificou no Tricolor Gaúcho.

Hoje, Enderson recorreu ao desenho que primeiro utilizou no Grêmio: o 4-1-4-1, com Edinho entre as linhas e inicialmente Zé Roberto aberto pela direita, com Riveros por dentro. Mas a dinâmica não mudou: organização defensiva, transições procurando Dudu e Barcos jogando mais de costas para a ultrapassagem de Ramiro ou Riveros.

Só que nos minutos iniciais, o time do Papa adiantou as linhas, soltou Más e Correa, camisa 11 que começa na referência, mas possui liberdade de movimentação no 4-2-3-1 planejado por Edgardo Bauza. Com Villaba agudo e Buffarini apoiando, Riveros abria para marcar e isolava Dudu no contragolpe.

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Talvez por isso Enderson inverteu, logo aos 15: colocou Zé Roberto na esquerda e abriu Riveros na direita do 4-1-4-1. O time seguiu recolhido, mas Dudu tinha uma opção para tocar e ultrapassar na esquerda, já que o camisa 10 tinha liberdade para ir mais a frente.

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Concentrado no meio, o jogo continuou cheio de divididas aéreas (foram 20 faltas), mas o Grêmio passou a ocupar mais o ataque, também com Barcos abrindo na direita. Mesmo com menos posse (44%), quase igualou o San Lorenzo em finalizações: 3 contra 4, todas erradas.

O cenário parecia igual no segundo tempo, até o gol do San Lorenzo, em falha conjunta da defesa gremista pelo lado esquerdo: cobrança de lateral, marcação bagunçada com a movimentação adversária, que tinha 3 jogadores correndo em velocidade, e espaço criado para a finalização.

Enderson não hesitou em lançar Luan e dar um novo toque ao 4-1-4-1 do Grêmio: o camisa 26 não ficou aberto na direita, mas procurava o centro para a jogada com Barcos o tempo todo, enquanto Dudu continuou buscando a vitória pessoal pelo outro flanco e Zé Roberto ganhou ainda mais liberdade para qualificar o passe de trás e chegar na frente.

Só que o time teve problemas para finalizar. Já aos 36 minutos do segundo tempo, tinha superioridade na posse de bola e 7 finalizações, mas 6 fora do alvo. Natural que encontrasse dificuldade para penetrar o 4-2-3-1 adversário, que deixava Matos e Correa na frente, mesmo com as entradas de Kannemann e Cavallaro.

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Como explicar o time gaúcho, que criou menos depois do gol adversário? Enderson Moreira é mais um da escola tática de obediência e forte transição. Quando o adversário nega espaços atrás ou dá a bola para o Grêmio penetrar, o time sente dificuldades em criar. Zé Roberto, opção de passe vertical, esteve desde o início.

Organizado e coeso o time é, e nunca jogou “com 3 volantes”. Mas buscar uma alternativa para situações de jogo parece ser o desafio de Enderson em seu período mais crítico no Grêmio.

Todos os dados foram extraídos do Footstats (@footstats)

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