Ganso e Pato juntos? Muricy mostra o caminho

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07 de fevereiro de 2014: Alexandre Pato é anunciado pelo São Paulo e causa espanto. Primeiro, por vir diretamente do maior rival Corinthians. Segundo, por inspirar a dúvida: como jogar com Luís Fabiano, Osvaldo, Ganso e Pato, jogadores considerados bons com bola no pé, mas sem intimidade como trabalho defensivo?

12 de março de 2014: impedido de atuar no Paulista, Pato só joga na Copa do Brasil, contra o CSA. E no lugar de Ganso: no mesmo 4-2-3-1 de sempre, o camisa 11 entrou centralizado, com função que ele mesmo disse no intervalo: “buscar a bola no meio com os volantes e levar até o Luís”. Na ocasião, o time ganhou dinamismo com um meia centralizado que entrasse na área e voltasse, como quer o técnico. E muitas jogadas pelas pontas.


17 de março de 2014: em entrevista ao Bem, Amigos! no SporTV, Muricy elogia Pato e explica: nos treinamentos o jogador não funciona como referência, pois procura muito o meio para buscar a bola. E pelo lado ele precisa que um meia aproxime para fazer a jogada, o que deixa o time lento e facilita a marcação.

Por isso Muricy defende que Pato atue na frente dos volantes, mas atrás de um atacante mais fixo, buscando a bola dos volantes ou indo para a área quando o meia pelo lado faz a jogada. Um jogador “diferenciado”, que para o técnico pode jogar sim com Ganso. Basta querer.

09 de abril de 2014: finalmente a resposta. No jogo de volta contra o CSA, Muricy usou pela primeira vez Pato e Ganso juntos, como prometera no programa. E mostrou uma possível – e como diria os torcedores, ofensiva solução para acoplar também Luís Fabiano e Osvaldo.

No mesmo 4-2-3-1, Ganso atuou na direita, mas não pelo lado. Isso mesmo: a principal atribuição do camisa 10 era sair do canto, abrir espaço para o apoio de Douglas e ajudar na armação do time pelo centro. Pato, com liberdade, buscava a bola pela esquerda enquanto Osvaldo abria para tentar a jogada individual. Até Luís Fabiano brincava de se movimentar. O frame mostra bem:

Como mantinha a posse de bola (terminou com 60%), o Tricolor dominou o jogo, criou chances de gol (19 ao todo), mas ainda pecava na conclusão, mesmo com Souza e Maicon liberados para apoiar e até penetrar na área, já que o time avançou muito as linhas para ocupar o campo do CSA>

A grande novidade está na defesa. Ganso não foi um típico “winger” (aquele jogador que vai e volta pelos lados), mas participou ativamente do trabalho defensivo, voltando e cercando atrás da linha da bola – como todos os tricolores, em um 4-4-1-1 mais definido, com Pato voltando principalmente pelo centro.

Como o time trabalhava muito compacto, era comum ver todos os jogadores num curto espaço, em torno do adversário – a chamada pressão na bola. A partir dos 30 minutos, o CSA percebeu que a recomposição – o tempo que o jogador leva para voltar a seu posicionamento defensivo – do São Paulo demorava e explorou os contragolpes – foram 31 lançamentos para os homens de frente. Algo que merece atenção da comissão.

Sim, ainda é cedo para uma conclusão mais precisa. Mas algo é certo: mesmo considerado por muitos um vilão, Muricy quebra a cabeça para colocar Pato e Ganso juntos. Pelo bem não apenas do São Paulo, mas do futebol. Se seguir o caminho de hoje, dá para os dois jogarem juntos.

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