Cruzeiro: como explicar a classificação ameaçada na Libertadores?

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Um grupo não tão difícil: La U com problemas, Defensor batendo muito e Garcilaso esbarrando em problemas técnicos. Mas apenas uma vitória e o vexame do 2×2 com o Defensor no Mineirão que dificulta a classificação do Cruzeiro na Libertadores.

A dinâmica do 4-2-3-1 celeste é a mesma de 2013: laterais apoiando e volantes com funções mais defensivas, liberando o trio de meias que aproveita o pivô do centroavante para girar. Goulart penetra na área, Dagoberto agudo na esquerda e Éverton com liberdade para sair do lado direito e organizar por todo o campo.

Mas se o modo de jogar é o mesmo, como explicar o desempenho que oscila?

No primeiro tempo contra o Defensor faltou o trabalho do “9”, que de costas, prepara as jogadas. Mesmo com Júlio Baptista na referência, o time sentiu a falta desse pivô que abria espaços e procurou muito Dagoberto, espetado no lado esquerdo e indo para cima de Zeballos.

Não era só Dagol: todos os meias ficavam para cima da linha do meio, para facilitar a transição: receber a bola, pegar o adversário de costas e partir com bola dominada, como no frame. Isso já acontecia em 2013, só que dessa vez o adversário conseguiu neutralizar.

Quando o adversário neutraliza os pontos positivos, os pontos fracos de um sistema aparecem. No Cruzeiro vem sendo a defesa: o time se defende com 6 jogadores: a linha de 4 e os volantes, mais presos. Para roubar a bola, os jogadores se compactam no adversário com a posse. Era assim em 2013 também.

Só que nesse ano, com o time mais espaçado, os meias voltam menos e o sistema ofensivo perde mais bolas. Logo, a jogada explode mais atrás, proporcionando algumas falhas de posicionamento. No frame, Dedé deixa a zaga, vai abafar Gedoz (que estava sozinho e partindo com a bola dominada em direção ao gol) e ocorre a falta do melhor lance uruguaio na primeira etapa. Aos 48 do segundo tempo, ele fez o mesmo movimento e o Defensor chega ao gol do empate.

Marcelo Oliveira, na coletiva pós-jogo, confirmou que levar 7 gols em 4 jogos mostrou um desequilíbrio e apontou as mesmas falhas citadas aqui. Mas a defesa também depende do ataque: sem o pivô, o time fica menos letal na frente, a chance do jogador perder a bola e a jogada explodir no zagueiro fica maior.

Com os meias voltando menos no 4-2-3-1 proposto, o time se expõe mais. A jogada aérea com Goulart de “surpresa” na área passou a ser menos explorada, assim como os laterais, que com Dagol e Everton mais espetados, não passam tanto. A melhor atuação do ano, nos 5×1 contra a La U, mostraram essa execução que continua, mas não tem fatores-chave para fluir.

Ponderar, analisar, deixar de eleger culpados e vilões pelo momento é necessário. Mas também perceber defeitos e virtudes de um sistema e o peso de cada um deles num jogo que ameaçou e muito as chances do campeão brasileiro de 2013.

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