Atuação emblemática do Real Madrid teve muito de Ancelotti – e CR7

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A atuação histórica do Real Madrid começou aos 15 minutos do primeiro tempo, quando a cabeçada de Sergio Ramos ajudou o passeio na Alemanha. No contraste de propostas, o Real seguiu sua estratégia nos 180 minutos. Méritos do treinador.

Outra coisa que não mudou foi a fragilidade defensiva do Bayern de Guardiola, marcante também em seu Barcelona. O técnico pensa suas equipes apenas com a posse: toque curto, circulação de bola até finalizar no gol. Perdeu a bola? Todos aproximam, cercam e diminuem os espaços até recuperar. E começar tudo de novo.

Parecia perfeito. Para muitos o único jeito de vencer no futebol, cobrado para se praticar no Brasil. Só que havia José Mourinho, que cansado das surras no Real, começou a aperfeiçoar o “antídoto”: recolher e pressionar com intensidade. Jupp Heynckes encerrou o ciclo do Barcelona. Carlo Ancelotti, jogador do histórico Milan de Arrigo Sacchi (ironicamente uma inspiração de Guardiola), fechou o caixão.

No Real, Bale volta mais pela direita e alinha com Dí Maria, Xabi e Modric. Com a defesa, um 4-4-2 ocupando um espaço tão pequeno que nenhum adversário consegue circular entre elas e formar um triângulo ou ter alguma superioridade no setor. É só ver o frame: as linhas estão tortas, fechando no jogador de vermelho com a bola. Menos espaço, mais chance de erro.

No Bayern, a volta do 4-2-3-1 com Lahm na lateral e Muller reprisando o papel que tinha com Heynckes não significou melhora: o time novamente passou a maior parte do tempo com a posse e teve problemas para finalizar no primeiro tempo: apenas 6 vezes, uma mísera certa.

Principalmente porque o 4-4-2 do Real atacava com impressionante velocidade na transição: bola roubada, CR7, Benzema e Bale procuravam o gol com velocidade alta, suficiente para deixar a retaguarda bávara desnorteada. Assim nasceu o terceiro gol.

Resultado: time alemão perdeu profundidade. Nas ações ofensivas, o espaço cedido pelo Real era tão pequeno que o ponteiro não tinha como receber o auxílio do lateral na jogada de linha de fundo: quando Alaba ou Lahm iam apoiar, a pressão merengue já recuperava a bola e alguém tinha que recompor.

Pelo meio, menos espaço ainda. E nenhum chute de fora da área, outra característica marcante de Guardiola que irrita Beckenbauer. Mesmo penetrando pouco, o Bayern insistiu na troca de passes – teve 63% da posse, mas apenas 4 conclusões certas.

Já era tarde demais quando o técnico catalão percebeu que Boateng e Dante precisavam de uma presença protetora, que veio com Javi Martínez. O Bayern ganhou Muller na área e passou a cruzar para ele. Mas com atuações individuais quase perfeitas de Ramos e Pepe, sobraram erros.

Nem Gotze e Pizarro deram fôlego ao 4-2-3-1, com Schweinsteiger centralizado, como vem experimentando Guardiola. Ancelotti avançou Bale, abriu Casemiro na direita, Isco na esquerda e o 4-4-2 merengue manteve o Bayern longe da área, mas com muita posse na segunda etapa.

Deu tempo ainda do melhor do mundo ampliar a Ronaldinho Gaúcho contra o Santos na Vila. São 16 gols numa UCL, feito ainda não igualado.

A grande pergunta que os críticos de Guardiola faziam era: “conseguirá o técnico reprisar o estilo numa equipe com características muito diferentes?”. A resposta veio no Alemão com 8 rodadas de antecedência, mas também na falta de contundência e alternativas do time em momentos críticos. Dar chutam e jogar bola na área também são recursos de jogo. Méritos de quem usa.

Méritos de Carlo Ancelotti. Um desses mitos que poucos falam sobre, mas que sempre está lá ganhando. Porque há técnicos que têm uma fase ótima num time espetacular. Outros são espetaculares em montar times ótimos. Carlo com certeza está entre os segundos.

E o Real Madrid nunca esteve tão preparado para “La Decima”.

Dados extraídos do @foostats

Campinhos táticos do @TacticalPad

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