As virtudes e problemas do Botafogo na Libertadores

Siga análises em tempo real no Twitter www.twitter.com/leoffmiranda

Curta e acompanhe no Facebook www.facebook.com/paineltatico

Todo e qualquer time no mundo, vencendo ou perdendo, tem seus pontos positivos e negativos.

O Botafogo de 2014 na Libertadores não foge da regra. Assim como o Atlético-MG de 2013, o time ataca na mesma intensidade que expõe a defesa e procura muito a bola aérea para o “Tanque” Ferreyra ou Wallyson.

Eduardo Húngaro parece mudar sempre entre o 4-2-3-1 e o 4-2-2-2. Em entrevista à Arena SporTV, Duda deixou claro que prefere o quadrado no meio porque se ajusta as características de Wallyson e Lodeiro e dá mais espaços aos laterais.

Foi assim nos 4×0 contra o Deportivo Quito que garantiu a vaga: o camisa 19 aproveitava as costas de um lateral se juntando ao “Tanque” na área e Lodeiro girava o tempo todo para Jorge pensar mais atrás. Edílson e Júlio César espetaram o posicionamento para M. Mattos qualificar o início do ataque com a “saída de 3″.

Já naquele jogo se pode observar a grande tônica do time: a bola aérea procurando Ferreyra. Num estudo detalhado pelo @footstats, o Botafogo cruzou mais do que 15 bolas em todos os jogos, com alta taxa de erros: sempre acima de 50%. Sempre 3 jogadores na área esperando os cruzamentos de Edílson/Lucas e Júlio César, que apoiam simultaneamente. Execução facilitada pelo desenho sem pontas tradicionais.

Funciona pela intensidade nas ações: o time cria situações de gol na mesma medida que as erra – em média, são mais de 15 finalizações por jogo e apenas 6 certas. Não a toa, 88% dos gol foram de dentro da área, muitos de cabeça, como o empate salvador contra o Unión fora, ou o 1×0 no Independiente Del Valle.

Como ataca com muita intensidade, o Bota também abre o jogo para o adversário. É comum ver os laterais chegando atrasados na recomposição, sem um jogador para abafar o adversário que faz o “facão”. E jogos sempre “loucos”, bons de assistir, mas onde o sofrimento pelo “abafa” sofrido pode não agradar a torcida, o “verdadeiro craque do time”.

Foi o que houve no 1×0 do Unión Espanola em pleno Maracanã lotado que complicou a classificação. Típica derrota quando a jogada forte não funciona e os problemas ficam evidentes: sem Ferreyra, os incríveis 48 cruzamentos e 56 lançamentos não tiveram o ponto de referência para o pivô ou a cabeçada.

Já num 4-2-3-1, Wallyson manteve o posicionamento procurando as costas de um lateral e a dinâmica seguiu sendo a de 4-2-2-2 com laterais espetados e bola alta. Mas como jogava a bola na área e não funcionava, natural que os espaços atrás ficassem maior. Num deles, o pênalti que definiu o resultado, mas também muito sufoco, ainda que longe da área.

Empatar na Argentina já garante a sequência do Fogão na Liberta, mas também corrigir as falhas e encontrar alternativas. Ou a caminhada pode ser de muito sofrimento.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s