“Abafa” do Cruzeiro não esconde a atuação ruim do time

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Os 20 primeiros minutos no Mineirão mostraram um pouco da dinâmica que fez o Cruzeiro ser campeão brasileiro em 2013: intensidade dos meias no 4-2-3-1, apoio em velocidade dos laterais, que cruzavam para a área, e troca de posições da trinca atrás de Júlio Baptista.

Mesmo que criasse 9 chances de gol nesse momento de controle, o Cruzeiro baixou o ritmo e deixou o Cerro Porteño, armado por Francisco Arce (ele mesmo, ex-Palmeiras e Grêmio) no 4-4-2 em duas linhas, dominar um pouco mais o campo ofensivo. O time paraguaio passou a trocar passes e sempre procurava Guiza ou Romero nas bolas longas.

Bastou uma falha de marcação num escanteio (que não existiu) para que o Cerro abrisse o placar. Cenário ideal para o time de Arce: deixar o Celeste ocupar o campo, fechar os espaços com as duas linhas e procurar os dois atacantes na transição, tentando segurar o 1×0 ou ampliar.

Aí o Cruzeiro se viu obrigado a ir para frente, mas esbarrou em seus problemas: primeiro, o natural desgaste de tantos jogos decisivos em tão pouco tempo. Segundo, a linha de meias que não achou espaço para rodar, mesmo com a troca de Élber por Borges que devolveu a jogada de pivô ao time.

A entrada de Mayke deu a opção pelo lado direito que faltava e o Cruzeiro, no segundo tempo inteiro, ocupou o campo de ataque do Cerro, trocou muitos passes (545), mas não penetrou com qualidade para furar a meta do filho de Gato Fernandéz. Foram 31 finalizações, mas 17 erradas.

Muito porque as linhas do Cerro eram coordenadas e negavam espaço a Éverton Ribeiro, que circulou mais pela esquerda. Já na saída de bola, era possível ver os atacantes pressionando Dedé. E no campo defensivo, todos os jogadores cercavam os cruzeireses. Coordenação para ocupar o campo e afastar chances de gol da meta.

Faltou também uma alternativa pelo centro. Como Marcelo Oliveira ressaltou na coletiva, o primeiro chute de longe foi aquele “quase-gol” de Lucas Silva, já indo para o final do jogo. Não é assim que o Cruzeiro chuta, mas com a marcação que será cada vez mais estreita, é importante saber usar os espaços que aparecem.

O frame não é lá dos melhores (a rapidez do jogo impediu uma foto mais nítida), mas mostra bem: em amarelo, os dois laterais apóiam ao mesmo tempo. Em preto, os meias, que se agruparam na área (e só Marlone teve liberdade, como nesse lance em que recua para Mayke fazer uma jogada de ultrapassagem). E na seta, Lucas Silva, bem distante do setor ofensivo.

Marlone, pedido por torcedores no lugar de Élber, entrou centralizado, mas com liberdade para buscar a bola de qualquer lado e fazer a jogada. Mesmo assim, sua entrada não deu a movimentação necessária e o time seguia sem rodar os meias, talvez por Borges: voltando de lesão, o centroavante recebeu poucas bolas e delas saíram apenas 6 passes.

No abafa tão característico do maior rival em 2013 saiu o gol de empate que não esconde uma das atuações menos intensas do Cruzeiro sob o comando de Marcelo Oliveira. O cansaço, os desfalques (principalmente de Goulart) e a dificuldade de buscar o resultado pesam.

Mas também a dificuldade do Cruzeiro em controlar o jogo em 2014 e a falta que a jogada de pivô tanto faz. O técnico chamou a atenção para um novo fator: a falta de capricho técnico dos meias, algo que salta aos olhos em 2014. Serão pontos que o time terá pouco tempo para reverter até o jogo de volta.

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