Liverpool humilha Arsenal fazendo o trio do meio-campo marcar a bola

A goleada no primeiro tempo precisa ser relativizada com o gol de Skrtel, logo no primeiro minuto de jogo: tudo o que foi dito no vestiário do Arsenal não teve mais efeito com uma desvantagem dessas e natural que os ânimos ficassem para baixo.

Cenário perfeito para o Liverpool se impor taticamente: no 4-1-4-1 armado por Brendan Rodgers, Gerrard ficou atrás de Coutinho e Henderson como volante de saída de Suárez e Sturridge invertiam o tempo todo na direita para cima de Monreal.

Imposição que desmontou o tradicional 4-2-3-1 armado por Wenger: Ozil e Cazorla não tinham espaço para as trocas de passes. A “bola queimava no pé”, como se diz.

Liverpool x Arsenal 08_02_14

Nos primeiros 25 minutos, muita pressão na marcação, com os jogadores marcando a bola, não o jogador. O tripé de meio fechava o setor em que o jogador do Arsenal estava, e quando roubava, acionava Sturridge, Suárez ou Sterling, ora abertos, ora fechados, aproveitando a linha de impedimento dos Gunners. Assim saíram 2 dos 4 gols no primeiro tempo.

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Com a vantagem no placar, o Liverpool se recolheu numa espécie de 4-1-4-1 em seu próprio campo, dando espaço para o Arsenal chegar, tocar e…ser desarmado com participação ativa dos atacantes da cidade dos Beatles. Engraçado que, no Brasil, atacante reclama se técnico manda ele voltar e ainda justifica dizendo que não tem fôlego para chegar na frente.

O Arsenal continuou perdido no segundo tempo, com o Liverpool abusando da velocidade nas transições que resultou no quinto gol da equipe. E ainda avançou suas linhas, roubando na já no campo do Arsenal.

As trocas de Arsene pouco surtiram efeito: Podolski, Rosicky e Gibbs não deram o ânimo novo esperado e o Arsenal continuou a ser presa fácil, mesmo com a penalidade convertida por Arteta que até fez os Gunners ocuparem mais o campo de ataque.

O Liverpool continuou perigoso, mesmo com as saídas de Gerrard e Sturridge. Wilshere passou a descer mais, sem efeito com o sempre bem montado tripé no meio-campo do Liverpool, que compactava, diminuía espaços e acionava principalmente Suárez.

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Atuação histórica e que põe fogo num Inglês sem o tradicional domínio do United e com City, Chelsea, Arsenal e Liverpool em condições de título.

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