Mais organizado, Santos goleia Corinthians pela esquerda

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Os técnicos deixam claro: Santos e Corinthians não estão prontos para a temporada, mas nos inquestionáveis 5×1 na Vila Belmiro, o Santos teve organização de um “time pronto”.

Após experimentar um losango no meio-campo contra o São Bernardo, Mano Menezes retornou ao 4-2-3-1 da primeira rodada, contra a Portuguesa: Romarinho com mais liberdade ofensiva e de movimentação pela direita, Danilo ajudando Rodriguinho no meio e Guilherme encarregado da transição com o apoio constante dos dois laterais.

O Santos também veio no 4-2-3-1, com Gabriel sempre trabalhando o pivô para a chegada de Cícero, Arouca, Alan Santos e os laterais apoiando alienadamente. Na defesa, todos atrás da linha da bola em seu próprio campo, e muita velocidade quando o time retomava a posse.

Quando o jogo começou, o Corinthians preferiu tomar a iniciativa, mas sem sucesso. Guerrero, fixo na área, não recebia bola nenhuma e o Santos, preparado para roubar a bola, saia em bloco e chegava ao gol rival com facilidade.

Então o problema do Corinthians é de “criação”? Não: é de organização de suas ações. Existem diversas formas de se criar situações de ataque no futebol, e o Corinthians tem algumas delas definidas: Romarinho com liberdade, Guerrero fixo na área em busca da bola aérea e Guilherme avançando (tanto que foi ele o autor do tento).

Não funcionou, e a explicação vem da falta de sincronia desses movimentos. Dos 5 gols do Santos, 4 foram pela esquerda, onde Arouca ficou livre para apoiar, já que Guilherme, o volante pelo setor direito do Corinthians, não o acompanhava e Diego Macedo apoiava e não retornava para a linha de 4 a tempo, abrindo espaço para a diagonal de Thiago Ribeiro (como no terceiro, quarto e quinto gol).

O Santos, além de aproveitar esses erros, sempre se mantinha organizado. Bastava algum jogador de frente receber a bola que pelo menos dois já ultrapassavam em velocidade para receber. E se o time perdia a posse, todos se posicionavam em sua própria intermediária para compactar e retirar espaços.

Assim chegou aos 2×1 no primeiro tempo, quando o Corinthians cresceu a partir dos 25 minutos, apesar de insistir na bola aérea que ameaçou apenas uma vez Aranha.

O terceiro tento santista no início do segundo tempo abalou emocionalmente o Corinthians. As mexidas de Mano não surtiram efeito: passe mais vertical com Douglas, drible pela esquerda com Emerson e um último sopro com Pato, mas nada resolveu num time em que não se observou padrões.

O Santos se recolheu, e no contragolpe, ampliou. Depois, passou a tocar e tocar para passar o tempo até o passeio estar consumado.

É cedo demais para tirar conclusões, mas com todas as questões que envolvem o “novo” Corinthians, o caminho parece ser mais difícil para Mano do que para Oswaldo.

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