2014 de retornos e desafios para Mano, Oswaldo, Abel e Renato

Siga o autor no Twitter: @leoffmiranda

Curta a página no Facebook: http://www.facebook.com/paineltatico

Corinthians, Internacional, Santos e Fluminense passam por momentos diferentes, mas marcados por uma coincidência: o retorno de técnicos prestigiados para consertar erros de temporadas passadas.

No Inter, Abel Braga tem status de ídolo e chega para sua quinta passagem – segundo ele, com muita emoção. Especialista em unir vestiários e habilidoso ao montar esquemas que privilegiem os jogadores, Abel consagrou-se em 2006 num losango no meio-campo, com Alex apoiando mais e ajudando Fernandão, o grande armador de jogadas “de trás”, sempre no pivô.

Curioso perceber que, na final da Libertadores, Abel sacou Fabinho para a entrada de Índio, remodelando o Inter num 3-4-1-2 que empatou em 2×2 no Beira Rio e foi campeão da América.

Seu desafio agora é montar um time coeso que não sofra com lesões (como Dunga) e finalmente ganhar o Brasileiro, que não vem desde 1979. Pelas declarações de Abelão, D’Ale na direita, Alex centralizado e Otávio na esquerda deve ser a linha de meias do possível 4-2-3-1 do Inter.

Mano Menezes foi pioneiro no uso do 4-2-3-1 no Brasil e grande responsável por popularizar o esquema no país em 2009, com Jorge Henrique e Dentinho nos flancos e Douglas centralizado atrás de Ronaldo. Assim ganhou a Copa do Brasil e o Paulistão em 2009, campeonatos imortalizados pelas atuações do Fenômeno.

O que poucos sabem é que o treinador começou seus trabalhos com um 4-2-2-2 em 2008, e no segundo semestre encaixou o 4-2-3-1 que ganhou a Série B. Com a chegada de Danilo em 2010, encontrou um 4-3-1-2 que deu encaixe, mas voltou ao 4-2-3-1 para ser eliminado da Libertadores pelo Fla e conseguir a liderança do Brasileiro, até ser chamado para a Seleção e dar lugar a Adílson Batista.

Seu desafio é dar mais ânimo a um elenco já não tão qualificado, resgatar Pato para valer seu investimento e voltar a Libertadores. Pelos treinos, o 4-2-3-1 deve ser mantido, mas com dinâmica diferente da do time de Tite.

Renato Gaúcho vai comandar o Fluminense pela quinta vez, mas é a passagem em 2007 e 2008 que ficou marcada: primeiro um 4-3-1-2 que se transformava num quadrado no meio com a movimentação de Cícero, e depois um 4-2-3-1 com Thiago Neves liberado para se juntar a Washington (como nos 3 gols na final contra a LDU) e Conca se movimentando centralizado, com o apoio de Cícero, que abria na esquerda.

Foi a solução para um início de ano conturbado para o Flu, após a descida em campo, a subida no “tapetão” e a parceria com a Unimed que definha cada vez mais. Com Walter de reforço, a tendência é que use o 4-2-3-1, embora o losango no meio-campo seja seu esquema preferido.

De todos que retornam, Oswaldo de Oliveira é o menos lembrado por sua passagem anterior. Em 2005, com a saída de Luxemburgo para o Real, Oswaldo foi o escolhido para comandar o time campeão brasileiro. Pesou o fato de ser ex-auxiliar de Luxemburgo, uma esperança de que pudesse manter o estilo ofensivo.

Mas o jeito tranquilo e calmo de Oswaldo irritou torcedores e a diretoria desde 16 de fevereiro, quando o Santos perdeu para o Bolívar, em La Paz. Oswaldo balançou e sofreu muita pressão até sair num empate por 3×3 com o América, pelo Paulista.

Taticamente, armou um ofensivo 4-3-3 com Basílio partindo da direita e Robinho aberto pela esquerda, aproveitando o apoio diagonal de Léo. Bóvio se multiplicava na marcação e Fabinho ficava preso, mas o time ainda tinha problemas na linha defensiva e nos espaços deixados por Léo. Na derrota para a LDU, na altitude, improvisou 3 zagueiros, mas os desfalques e erros da defesa impediram uma sequência.

O cenário de seu retorno é bem diferente: impressionada com a quantidade de jovens revelados por Oliveira nos 2 anos de Botafogo, a diretoria santista chamou o técnico de volta, manteve seu alto salário e ainda deu de presente Leandro Damião. Adepto do 4-2-3-1 desde que foi ao Japão, Oliveira vem armando assim o Santos nos treinos, com Arouca recuado para dar qualidade na saída junto a Cícero.

A temporada brasileira que logo começa irá revelar se os retornos desses “medalhões” irá funcionar, em contraste com outros clubes, que preferiram apostam em novos técnicos (leia também: a nova geração de técnicos brasileiros em 2014)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s