Atlético-MG que deu vexame no Mundial já corria alto risco na Libertadores

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Como qualquer time no mundo, uma forma de jogo tem pontos positivos e negativos.

O Galo da primeira fase da Libertadores conseguia superar os pontos negativos com intensidade, transições pelo alto e Ronaldinho em forma, partindo da esquerda para acionar companheiros ou decidir em faltas e lances de efeito.

O Galo do mata-mata – tirando os 4×1 no São Paulo – não imprimia intensidade e os pontos negativos ficavam evidentes: espaços demais na transição ofensiva e defensiva, pivô de Jô muito bem marcado e inexistência de alternativas com bola no chão.

Hoje, no vexame histórico no Mundial – 3×1 para o desconhecido Raja Casablanca – os pontos negativos voltaram a aparecer mais do que os positivos. Dessa vez sem Victor, apagão ou erros adversários.

Nabil Maaloul preparou o Raja para o contragolpe pelos lados, com Iajour centralizado no 4-2-3-1 da equipe marroquina. O Galo, no 4-2-3-1, teve muita movimentação da trinca de meias: Tardelli na direita, Fernandinho na esquerda e R10 centralizado, mas com liberdade.


No início, o nervosismo atrapalhou o ritmo de jogo do Galo. Na coletiva, Cuca disse que esperava que a ansiedade baixasse após os 20 minutos, o que não aconteceu: o time foi acuado pelo Raja, que tentou tocar no campo de ataque, sempre procurando o camisa 20.

Depois, o time da casa deixou o Galo ir para o ataque, mas vigiou bem o quarteto ofensivo com duas linhas de 4 e muitos lançamentos para Iajour, já que o meio estava encaixado individualmente pelo Galo.

O Galo roubava a bola, fazia ligações diretas e tentava ir para o ataque, deixando muitos espaços na defesa para o contragolpe. Fernandinho, partindo da esquerda para o meio e tentando a finalização, era quem parecia mais aceso no time. Terminou com 7 finalizações, muitas sem perigo.

Aos 5 do segundo tempo, o lance fatal: contragolpe do Raja, Réver e Léo Silva ocupando o mesmo espaço e lateral esquerda sem nenhum jogador: cenário do primeiro gol que deixou o Atlético ainda mais nervoso e colocou pressão.

A partir daí, a solução foi o abafa procurando Ronaldinho ou Fernandinho, único lúcido e móvel nos 4 homens de frente. A bola demorava para chegar: Josué errava demais, os laterais embolavam e a solução era Ronaldinho recuar. Na falta, o gol do camisa 10 que aliviou a pressão, mas não melhorou a atuação do time.

E o Atlético seguia pecando coletivamente. Marcos Rocha deixava buracos quando atacava, Lucas Cândido era presença nula e constantemente Léo Silva e Réver apareciam sozinhos contra 2 ou 3 jogadores de verde. No ataque, os pivôs de Jô, que escorava procurando as infiltrações dos pontas, não funcionavam. Ronaldinho, sempre na esquerda, também não encontrava drible ou lançamento certo.

As trocas não surtiram efeito. Luan passou a atacar mais na lateral, o que só contribuiu para dar mais espaços no setor. Leandro Donizete não teve espaços para os chutes de fora da área e o Galo continuou chutando e errando demais na meta de Askri.


Até o discutível pênalti de Réver em Iajour – na direita, setor de Luan e Tardelli que obrigou Cuca a acionar o “abafa”: Alecsandro no lugar de Lucas Cândido. Dessa vez sem apagão ou milagre, Madibe selou o placar da vergonha e de uma atuação coletiva quase que inexistente.

Na conquista continental, o Galo sofreu por práticas obsoletas como a marcação individual e o perigo da transição com bola longa. No Mundial, pagou o preço com vexame para se esquecer.

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