2014, o ano da “nova geração” de técnicos brasileiros

Siga no Twitter @leoffmiranda

Curta no Facebook: http://www.facebook.com/paineltatico

Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana e Celso Roth perderam espaço. Nomes como Enderson Moreira, Dado Cavalcanti e Claudinei Oliveira ganharam chances em clubes grandes após bons trabalhos, inclusive na base.

Essa é o que pode ser chamada de “nova geração” de técnicos brasileiros, que em época de vacas magras e necessidade de fazer dinheiro, são as soluções para clubes que disputam desde estadual até Libertadores.

O Grêmio resolveu apostar em Enderson Moreira, que de z-4 na Série B até uma quase vaga na Libertadores, mostrou que sim, é possível montar bons times com pouco dinheiro no Esmeraldino.

O Goiás de 2013 começou no 4-2-3-1 e terminou no 4-1-4-1, com marcação começando pelos meias, velozes transições (Ricardo Goulart era quem puxava os contragolpes em 2012) e muita movimentação dos meias procurando Walter, que mais preparava e abria espaços, geralmente pela direita, para a conclusão dos meias e laterais entrando em “facão”. Talvez o time que melhor executou o que se chama de “futebol moderno” em 2013 no Brasil.

Dado Cavalcanti, o mais jovem treinador da elite, ganha chance no Coxa após ficar muitos anos como promissor. Em 2013, seu Mogi Mirim, armado num 4-1-4-1 que sufocou o Santos, chamou a atenção do Paraná, time que Dado manteve no G-4 da Série B até problemas com lesões e salários atrasados minarem o desempenho.

Outro time a atuar no 4-1-4-1 privilegiando o jogo pelos lados com rápidos meias pelos flancos e Lúcio Flávio armando e acionando o “tanque” Morales, referência no jogo aéreo forte da equipe e no pivô.

Após Muricy Ramalho sair, Claudinei Oliveira foi a aposta da diretoria santista para trazer jovens e reformular o time, já sem Neymar. Apesar dos 8×0 para o Barcelona, o trabalho foi positivo, mesmo sem a repetição de um time titular que irritou os torcedores.

Entre o 4-3-1-2 e o 4-2-3-1, o mais ousado que Claudinei fez foi descobrir o verdadeiro posicionamento de Montillo: um falso nove. Com Thiago Ribeiro e Leandrinho ou É. Costa fazendo as diagonais e Cícero chegando como elemento surpresa, o Santos teve bons resultados, apesar da inconstância. Nesse ano, treinará o Goiás.

Marquinhos Santos, agora treinador do Bahia, quando teve condições, manteve o Coxa na parte de cima da tabela. Com o que teve, Marquinhos adotou muitas vezes um 4-4-1-1 privilegiando Alex, mas o esquema que mais se repetiu foi um 4-3-2-1 com um redivivo Robinho, atuando pela faixa esquerda, e Gil abrindo pela direita, sempre com posse de bola e apoio ordenado dos laterais.

Na Série B, dois técnicos ganham destaque: Gilmar Dal Pozzo e Sidney Moraes. O primeiro, que fica no histórico 2014 para a Chape, adotou um losango no meio ou um 4-2-3-1 (como o 0x0 com o Palmeiras no Pacaembu) para um time que jogava basicamente no contragolpe; e o segundo provou que práticas modernas, como a marcação-pressão ou a velocidade na transição, não passam por esquemas, já que seu Icasa que quase conseguiu o acesso atuou principalmente no 3-4-1-2.

A “nova geração” está aí e já mostra a que veio. Adaptando o que vem de fora e usando o que se tem aqui, aos poucos o futebol brasileiro vai mudando de realidade.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s