Lanús tira a velocidade da Ponte Preta na decisão da Sul-Americana

Não foi pela receita antiga e funcional, nem pelo desfalque de Uendel que Fernando Bob preencheu sem muito o que perder. A Ponte Preta praticamente não viu a cor da bola hoje por um misto de nervosismo, apreensão e também de estratégia 

Guillermo Schelotto fez mudanças apenas técnicas no time do Lanús. Os 3 nomes novos não alteraram o 4-3-3, com tripé de volantes muito compacto e pontas espetados, mas retornando para marcar quando a jogada ocorria do lado do jogador.

Jorginho manteve o 4-4-1-1/4-3-1-2, dessa vez com Magal ocupando a direita para F. Bastos dar suporte a Elias pelo meio. Defendendo, 2 linhas. Atacando, Elias era a referência criativa e Rildo o homem de velocidade pelo flanco.

Assim que a bola rolou, o Lanús tomou conta do jogo. O time manteve a posse de bola, mas no campo ofensivo e com muita movimentação, não dando chance para a Ponte sair. O caminho foi a esquerda, com Santiago Silva indo até o lado para receber quando Ayala e Velásquez apoiavam. César fez a cobertura de Artur pelo menos 3 vezes.

Nos raros ataques do time de Campinas, a bola não ficava na frente. Em um deles, Leonardo foi acionado, errou no pivô e armou o contragolpe que originou o primeiro gol do time argentino/ 

O cenário se repetiu até o fim do primeiro tempo, onde o Lanús encontrou mais um gol, em falha defensiva. Justo pelas 11 finalizações contra apenas 3 e 55% de posse de bola, com esmagadora superioridade nos passes: foram 165 do Lanús contra 80 da Ponte.

O cenário pedia ofensividade. Jorginho respondeu com Adaílton pela esquerda, Rildo na direita e Elias no centro, num 4-2-3-1 que encaixou com o Lanús, mas continuou muito distante na marcação, dando espaços, e sem as diagonais dos meias extremos, não teve presença de área.

A bola não chegava. Depois da entrada de William, o 4-2-3-1 permaneceu, com Leo na mesma posição de Elias e muita bola aérea – foram 12 cruzamentos, todos errados. A bola longa também não funcionou: das 48, 29 não deram certo.

A inteligência do Lanús na noite dessa quarta foi a imposição: teve posse, mas negou o contragolpe; teve erros, mas negou que fossem aproveitados; teve calma, mas aproveitou a velocidade.

A Ponte perde o título, mas faz história: chegar a uma final de Sulamericana para quem era dado como zebra é feito grande. Que as lágrimas sejam também de orgulho.

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