Intensidade: o fator de equilíbrio e desequilíbrio na primeira final da Copa do Brasil

Uma palavra descreve bem o fator de desequilíbrio e equilíbrio na partida de ida da final da Copa do Brasil: intensidade.

No início do jogo, o desenho das duas equipes não teve surpresas: o Fla veio no 4-4-2 em duas linhas, com Cadu ora no centro, ora na esquerda, e Elias centralizado, como contra o Goiás. O Atlético-PR também não mudou no 4-3-1-2 com constantes inversões de posição: Éverton abre mais na esquerda e Deivid, pela direita, vai encontrando liberdade para encostar em Paulo Baier.

No início, o caminho foi a esquerda, com Botelho, Zezinho e Éverton aproximando para criar tramas para cima de Léo Moura e Luiz Antônio. Mas os times erraram muito e, na pressa, tentaram muitas bolas aéreas sem sucesso.

Até a intensidade da movimentação do Furacão fazer a diferença: em jogada típica (e também muito treinada, como Marcelo disse na coletiva pós-jogo), o camisa 7 inverteu com Ederson, e sustentado pela movimentação de Everton e Baier, achou espaço para fazer a diagonal e acertar no gol de Felipe.

Mas o Furacão perdeu a intensidade no ataque e deixou o Fla avançar. Se Hernane não recebia em condições de finalizar e Paulinho não teve chance de imprimir velocidade, restou aos homens de trás avançar, já que não estavam marcados. Foi assim que Amaral recebeu de Chicão e empatou em outro belo chute.

Aí foi o Fla que recuou para explorar uma deficiência do Furacão: o último passe. Amaral colou em Baier e o time paranaense alçou 14 bolas na área no 1T, 10 delas erradas. Quem mais finalizou? O Fla, com 7 contra 5 do Furacão.

No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado. O motivo? Novamente, a intensidade que faltou nas inversões do Atlético-PR, que deixou seus atacantes mais fixos, e na proposta do Fla, que juntou mais as linhas. Jayme também deixou Elias menos tímido, apesar de não ser visto na área.

Mancini mexeu: com a entrada de Dellatorre, o técnico reorganizou o Furacão num 4-3-3, mas com o recuo do camisa 49 para ajudar Éverton na marcação. Mas o Furacão continuava apagado no último passe e apressando pelo alto.

Restou colocar Ciro e aumentar a estatura do time para uma eventual cabeçada. Foram 31 cruzamentos no jogo todo, 23 deles errados. Tudo neutralizado pelas linhas do Fla, mais organizadas e com Amaral protegendo mais a saga. E também encaixando mais o contragolpe, tanto que o Fla finalizou 13 vezes, 1 a mais que o Furacão.

No confronto de ida, a intensidade responde algumas questões do empate, dentre tantos outros fatores. E no Maracanã?

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