São Paulo aproveita os erros e a falta de criatividade do Bahia

O São Paulo fez um jogo seguro até a expulsão de Denílson. Depois, aproveitou os muitos erros técnicos do Bahia para se dedicar a marcação com 2 a menos.

Paulo Miranda foi lateral-base na direita, já que Reinaldo formava uma linha de 4 na defesa e com a bola o camisa 13 avançava para auxiliar Douglas, meia no 4-2-3-1 de Muricy. O time continuou a aproximar os jogadores para o toque de bola regido por Ganso, que sempre ganhava Maicon como opção de passe mais técnica.

O 4-3-3 do Bahia (que se transformava em 4-1-4-1 quando era atacado) até tentou, sempre buscando o pivô de Fernandão. É o camisa 20 que arma o jogo de costas para o gol, buscando ou Barbio ou Marquinhos quando entram em diagonal.

1

O jogo foi equilibrado até a expulsão de Denílson. O Bahia conseguia tramas ofensivas, sempre com Fernandão fazendo o pivô, mas finalizava fraco demais. O São Paulo buscava aproximar e tocar, mas só fez gol quando Tolói achou a velocidade de Aloísio, aproveitando a linha da defesa.

Cristovão Borges colocou Barbio no meio, para fazer dupla com Fernandão. Muricy tirou Ademílson e colocou Wellington, posicionando Ganso na esquerda num 4-4-1, para auxiliar Reinaldo. Foi quando o Bahia forçou pela direita, onde Ganso não voltava. Barbio e Marquinhos erraram sucessivos cruzamentos e passes para Fernandão, obrigando a entrada de Vangler e Souza.

2

Mádson sempre estava livre, mas tomava a decisão errada no passe. Souza, teoricamente jogador de área, ora abria e a movimentação no meio era desorganizada, colaborando para o pouco ímpeto ofensivo do Bahia com um a mais.

Cristovão percebeu que seu camisa 2 errava e colocou Fabrício Lusa, que buscou mais aproximações com Vangler. A pressão foi mais intensa quando Maicon foi expulso. O 4-2-4 do Bahia pressionava, mas não criava: pouca movimentação, muitos erros nos fundamentos e posições muito fixas, congelando o time que errou 17 de 23 finalizações, 22 de 27 cruzamentos e 29 de 54 lançamentos.

3

 

A vitória do São Paulo consolida o time fora do Z-4 e abre uma dúvida: Cristovão Borges é mais um da escola do “jogar em reação” e coloca no Bahia alguns conceitos de Tite no Corinthians: marcação em linhas, muitos cruzamentos e pouca criatividade com a bola. Um sistema que já se encontra em decadência, e mesmo com 2 a mais, falhou em fazer gols. Hora de repensar a modernidade?

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s