Observações táticas sobre Atlético-PR x Grêmio pela Copa do Brasil

Alguns pontos importantes sobre a vitória do Atlético-PR sobre o Grêmio na Copa do Brasil:

Primeiro tempo:

  1. Até os 30 minutos, Grêmio e Atlético-PR pouco jogaram: muitas faltas, um chute a gol e marcações extremamente encaixadas.
  2. Ramiro pouco abriu pela direita, formando aquelas 2 linhas quando o Grêmio marcava. Teve que ficar mais para pegar Everton e o time se defendeu quase com uma linha de 5.
  3. Lucas Coelho e Mamute tentaram fazer o mesmo que Barcos e Kléber: trocavam, alternavam e iam para o meio articular, geralmente esperando a ultrapassagem de Ramiro e Riveros. Não deu certo.
  4. No Atlético-PR, Everton voltava junto com Deivid quando o time defendia, mas impressiona como o camisa 22 se multiplica com a bola: vai para a esquerda, apoiava Baier na direita, penetrava na área.
  5. Baier tentou voltar para qualificar a saída, sempre atrás da linha da bola, até os 30 minutos do primeiro tempo.
  6. Ederson e Dellatorre trocavam o tempo todo. Meio-campo do Furacão se movimenta demais e morde muito. No gol, Dellatorre ganha de Werley e Rodolpho na esquerda, lado onde tradicionalmente Ederson atua.

1

 

Segundo tempo:

  1. No segundo tempo, Mancini aproximou Everton de Baier, que passou a cair mais pela direita. Praticamente um 4-2-2-2 que conseguiu travar o Grêmio com muita movimentação.
  2. A entrada de Elano centralizado não surtiu efeito. Muitas vezes sem um homem colado, o camisa 7 não conseguiu dar o ritmo e passe qualificado que o jogo pedia.
  3. A partir dos 15 minutos, Léo foi liberado a apoiar e por lá saíram boa parte das jogadas com o Baier e Ciro. Renato viu: Paulinho entrou justamente para voltar por aquele lado.
  4. Renato tem razão ao cobrar os atacantes depois do jogo: não prenderem a bola na frente nem colaboraram defensivamente. Apenas 3 chutes a gol é pouco e mostra como o sistema de jogo do Grêmio depende de Barcos e Kléber.

2

 

É bom lembrar:

  1. Grêmio não foi retranca, seguiu seu estilo de jogo com 3 zagueiros. Faltou Ramiro ultrapassar, Riveros tabelar com Telles e os atacantes funcionarem. Nem sempre a quantidade de zagueiros e atacantes mostra a ofensividade de um time.
  2. Atlético-PR é um time cheio de variações táticas: começa no 4-3-1-2, vai ao 4-2-3-1, muda para o 4-2-2-2. Tudo extremamente sincronizado, mas que depende demais da velocidade para funcionar.
  3. Confronto aberto, sem previsão, como o futebol é.
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