Adílson Batista já mostra sua cara no Vasco

Para Adílson Batista, é possível.

O treinador conhecido por “Professor Pardal” no Cruzeiro e que depois colecionou fracassos no futebol paulista ganhou a confiança de Roberto Dinamite para tirar o Vasco do Z-4 e salvar o trágico ano na Colina.

Na apresentação, falou que acredita em trabalho e manteve o jeito sereno. Nos treinos, muita energia e cobrança, em contraste ao estilo observador de Dorival. Também não poupou comando ao tirar André da lista de relacionados por “falta de comprometimento”.

As mudanças já foram vistas na vitória contra o Coritiba, por 2×1. Adílson manteve a estrutura do 4-2-3-1 com meias rápidos pelos lados (Marlone e Francismar) e com Juninho armando no meio. Quando teve o camisa 8 em campo, por 20 minutos, o time sofreu na saída de bola, mas conseguia algumas tramas pelos lados.

A entrada de Abusa melhorou o sistema defensivo. No ataque, Francismar era a válvula de escape pela direita e Marlone tentava se movimentar. Mas adiantar Ken fez o Vasco ganhar o meio-campo e ainda anular Alex com Abuda, num 4-1-4-1 que encaixou na marcação do 4-2-3-1 adversário.

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Assim empurrou o Coritiba para trás e fez o gol de bola parada, recurso importante, mas pouco usado num time que tentou apenas 3 cruzamentos no primeiro tempo. No intervalo, os jogadores do Coxa foram unânimes ao dizer que “faltou o último passe” com Alex muito bem marcado.

Mas o Coxa encontrava o caminho pela direita com Geraldo e depois Vítor Júnior nos muitos espaços deixados por Fágner. Foi a chave para Adílson surpreender no segundo tempo com Renato Silva no lugar de Francismar.

O zagueiro marcou Vítor como se fosse atacante, ora como um lateral base, ora numa linha de 3 zagueiros. Basicamente, quando o Coxa atacava no campo do Vasco, era uma linha de 4 com Yotún voltando.

No ataque, Adílson adiantou Ken pela direita e deu liberdade para Marlone na esquerda. E o efeito de tudo isso? Simples: empurrou o Coxa para trás, obrigando J. César a abrir na direita e Vítor a sair do outro lado, talvez para alguma superioridade numérica.

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Em grande jogada de Marlone, o Vasco chegou ao segundo gol e depois passou a se defender no 3-4-2-1. Péricles Chamusca enfiou atacantes na área e deu liberdade para Robinho se movimentar (o Coxa trocou 385 passes, 98 a mais que o Vasco), mas faltou algo diferente, mesmo com o gol de cabeça que tornou o jogo dramático.

É cedo para falar e o Vasco precisa de menos palavras e mais trabalhos, mas a estréia de Adílson foi positiva também no sentido de atitude. Chance de redenção para quem já foi um dos melhores do país.

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