Empate não esconde a lentidão do Flu, nem tira os méritos do Grêmio

O suado empate no Maracanã não esconde os defeitos de criação do Flu. Tampouco tira os méritos e a organização do jogo gremista.

No 4-3-1-2 que Luxemburgo vem adotando nos últimos jogos, a proposta foi pressionar o Grêmio pela direita, com Jean, Sóbis e Wagner pelo setor, e pela esquerda, com Rafinha liberado para o apoio com a cobertura de Edinho, praticamente zagueiro. O que se viu foi o Tricolor Gaúcho, como já é costume, travando o jogo adversário. Dessa vez com Ramiro mais liberado e se movimentando mais no retorno do 3-4-1-2.

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Até os 20 minutos, o caminho foi recolher as linhas e obrigar o Flu a sair com Diguinho, e não com Jean, opção mais técnica. Para isso, Ramiro ajudava Pará e Bressan ora ajudava Rodolpho no cerco a Sóbis, ora abria pela esquerda, uma variação constante ao 4-4-2, presente nos dois tempos.

Essa marcação tirava as opções de passe de Diguinho, que naturalmente não está acostumado a função, e também a velocidade da transição do Flu, que só chegava com bolas longas.

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Mesmo após esboçar uma pressão com Jean mais liberto e circulando pelo meio, foi o Grêmio que conseguiu o gol, numa jogada de bola parada: escanteio, bola rebatida e gol de Bressan.

Natural que o time gaúcho terminasse o primeiro tempo com menos finalizações (8 x 14), menos posse (46% x 54%) e mais lançamentos (31 x 26). Esse é o jogo gremista: contra-golpe, bolas longas e organização defensiva.

Luxemburgo foi ousado com Felipe no lugar de Anderson. Deve ter imaginado que apenas um passe mais vertical, vindo de trás, poderia furar o sistema do oponente, afinal, Wagner procurou demais o lado direito no primeiro tempo, como mostra o mapa de calor do @footstats: quase um ponta, deixando o time carente de uma criação central.

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O camisa 16 atuou pela esquerda, alinhado a Jean, mas não resolveu os problemas de transição e último passe do time carioca, no mesmo 4-3-1-2. Wagner continuou procurando o lado e embolou. Saiu aos 20 minutos para o Flu pressionar no 4-3-3 por exatos 7 minutos, até a expulsão de Biro-Biro que repaginou o time num 4-3-2.

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Foi quando o Grêmio passou a controlar o jogo, já num 3-1-4-2 com Biteco, trocando passes e avançando um pouco as linhas a ponto de pressionar a meta de Kléver. Mas o Flu, mesmo lento e pouco criativo, foi guerreiro para buscar o empate num lance de sorte, em chute e Sóbis que desviou.

O empate no último minuto e os 35 pontos não tranquilizam o Flu, que ainda oscila demais. Serve mais como um alerta para Luxemburgo, que viu um Grêmio organizado e com controle de jogo, mesmo fora de casa.

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