Corinthians só cresceu quando passou a ser o time marcador contra o Atlético-PR

Foi o 7º empate sem gols do Corinthians, 13º jogo sem marcar gols (metade dos jogos nesse campeonato). Mais uma prova de que os problemas esse ano são muito mais decorrentes do comportamento do time do que a fase de algum jogador.

Sem Guerrero e Pato, Tite colocou Danilo na referência (papel semelhante ao que desempenhou na Libertadores de 2012) e o trio de meias novamente teve Emerson, Douglas e Romarinho. Vágner Mancini armou o Furacão no 4-3-1-2 com Éverton no lugar de Baier e Zezinho ocupando a função do volante-meia pela esquerda.

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Quando a bola rolou, quem tomou a iniciativa de sair para o jogo foi o Corinthians. O Atlético-PR, sem a posse, recuava na linha da intermediária e marcava todas as opções de passe do Corinthians num 4-2-3-1, por vezes num 4-1-4-1 quando a jogada saía pela esquerda e João Paulo pressionava Ralf. Sem movimentação ou ultrapassagens, o Corinthians se viu obrigado a dar chutões para ligar ao ataque.

Como a saída de bola do Corinthians é forte pela direita (onde Guilherme atua, Paulinho também), Mancini deslocou Zezinho para marcar Guilherme e Ederson voltava, criando superioridade numérica para roubar a bola e acelerar as jogadas.

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Percebendo que não conseguia sair do seu campo, Tite inverteu Emerson e Danilo aos 20 minutos. O camisa 11 passou a se movimentar mais, chamar jogo e fazer a parede, mas como está pouco acostumado a essa função, também não conseguiu melhorar o desempenho ofensivo.

O Atlético continuou a marcar forte na intermediária, e quando atacava, sempre o fazia com no mínimo 4 jogadores em um setor: volante, lateral, meia (no caso Everton) e o atacante daquele lado. Assim, finalizou 5 vezes contra 3 (erradas) do Corinthians e cruzou muito mais no primeiro tempo: 11 x 4.

No segundo tempo, quem assumiu o papel de time marcador foi o Corinthians. O Alvinegro se postou em seu próprio campo e esperou a saída do Atlético-PR, principalmente com João Paulo pela direita, sempre acionando Marcelo. Mancini ainda colocou Mérida e Roger (possivelmente para ganhar pelo alto e prender mais) e passou ao 4-2-3-1 com as constantes inverções entre Everton e o espanhol.

As entradas de Rodriguinho e Paulo Victor deram novo gás ao meio do Corinthians, que desarmou muito mais e finalizou, mas também pecou no acerto e na infiltração, já que os 3 chutes certos foram de fora da área. Sempre roubando no campo de ataque e saindo rápido, como o Atlético-PR no primeiro tempo e o próprio Timão em 2011 e 2012.

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Jogar de uma forma que não sabe mudou completamente o Corinthians. Sair para o jogo, criar espaço, tentar um passe mais vertical, uma movimentação diferente, nada disso era feito nos anos anteriores. O Corinthians marcava e atacava a partir disso. Hoje, o sistema ficou “manjado”, com os adversários copiando a estratégia.

Tite fez o que pode ao mudar o Corinthians para o 4-4-2 em duas linhas, de atuação perfeita no controle de jogo contra o Tijuana e Millonarios. Sem Renato Augusto, acertou ao colocar Douglas, o único “armador” no elenco, com visão de jogo acima do normal. Mas os problemas continuaram porque não dependem de jogador nem de números no esquema tático, mas sim na forma de jogo.

O Painel Tático viu isso ainda no Paulista e depois na Libertadores, aqui. Mesmo quando muitos o davam como favoritíssimo pela defesa, o problema continuava, como explicado aqui. E permanecem, já que o Corinthians só atacou quando teve o papel de um time marcador ao invés de criador. É preciso repensar e mudar.

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