Ozil aproxima o Arsenal do meio-campo “ideal” de Wenger

Surpreendente, a contratação de Ozil foi a tacada certeira de Wenger para renovar o Arsenal e encontrar o encaixe que faltou nas últimas temporadas.

O camisa 11 é o “playmaker” que combina visão de jogo e profundidade, algo carente num elenco cheio de wingers (Podolski, Walcott e Ox), meio-campistas demasiadamente “espanhóis” (Cazorla e Rosicky) e organizadores de trás (Wilshere e Arteta). Aqui no Brasil, Ozil seria chamado de “ponta de lança”.

Contra o Napoli, a solução foi criar movimentação intensa e passe rápido para acomodar os 5 meio-campistas centrais. Forte pela direita com Ramsey, o 4-2-3-1 variava para o 4-3-2-1 na fase defensiva com Rosicky fazendo trio ao meio quando o time perdia a posse e ajudando na compactação defensiva, ponto fraco nas últimas temporadas.

Ozil deu profundidade com um gol aos 7 minutos do primeiro tempo e passe para o de Giroud, aos 14. O avançado francês se move, abre pela esquerda e também sabe ser essencialmente finalizador, assim como Henry. Foi assim no segundo gol, quando abriu o espaço que ritos ocupava para a penetração de Mezut.

O Napoli não se encontrou. Armado no inseparável 4-2-3-1 do Rafa Benitéz, o time pouco teve movimentação e só foi finalizar no segundo tempo, quando avançou as linhas e chutou 13 vezes, mas apenas uma no gol.

O time londrino trocou 671 passes, 590 certos (acerto de 88%), e finalizou 9 vezes. Controlou o jogo atacando pela direita, recolhendo as linhas e tocando na defesa (acabou com 58% de posse), algo que faltava ao time, que sofria pela falta de controle.

Benitéz experimentou Callejón na frente, colocou Zapata e Mertens, mas faltou contundência. No 4-2-3-1 que o técnico sempre arma, Callejón não conseguiu ser o winger que Moses foi no Chelsea e o time sentiu a falta de Higuaín para as finalizações. Mesmo assim, o trabalho do tão subestimado técnico vai bem com a liderança do italiano e boa Champions, apesar da derrota.

O Arsenal começa a temporada de forma muito diferente dos anos anteriores: combinando desempenho com resultado. Com os wingers de volta, dá para imaginar um meio-campo parecido com a referência de Wenger, a temporada de 2004: Ozil criando e se movimentando como Bergkamp, Rosicky ou Cazorla passando como Pires e Walcott ou Podolski fazendo o vai-e-volta como Ljungberg. Sonho ou possibilidade?

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2 thoughts on “Ozil aproxima o Arsenal do meio-campo “ideal” de Wenger

    • Assim como Xavi, é um jogador de meio, que não se movimenta muito e não dá profundidade no ataque, mas sim que prefere o passe ou a cadência. É um pensador, não como Pirlo, mas dentro de um contexto de posse de bola como o Barcelona – e o próprio Arsenal. Rosicky, Cazorla (embora seja um winger também) e Wilshere são assim, com suas peculiaridades, claro.

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