Flamengo e Vasco, clássico de gols “parecidos” e bases que pedem ajustes

Jayme de Almeida manteve a base de Mano, mas fez importantes alterações no Fla:  André Santos agora varia entre volante e meia, sempre pela esquerda. Com isso, Carlos Eduardo ganhou liberdade de movimentação e ora abre pelos lados, ora infiltra ou até recua para receber no 4-4-2 em duas linhas do Fla.

Dorival Júnior não abdica do 4-2-3-1 no Vasco. O time é veloz na frente e forte na direita com a dobradinha de Fágner e Juninho, mas ainda tem pouco padrão e afunila demais com Juninho, que pressiona na frente para guardar a perna.

O jogo começou intenso para o Fla, mas o Vasco equilibrou as ações apostando na direita. A partir dos 15 minutos, o Fla forçou na esquerda com Cadu e André Santos, mas só conseguiu o gol pelo outro lado, em falha individual de Cris.

Gol que premiou a iniciativa, não a forma de jogo do Fla, que não encontra espaços quando ocupa o ataque adversário e troca passes, mas é veloz na transição, jogando “em reação”.

Dorival colocou mais velocidade com Willy e, sem Juninho, apostou na transição: roubar e sair rápido. Assim, Willy fez a diagonal e João Paulo falhou no corte, um gol muito parecido com o de Hernane.

Jayme redesenhou o Fla num 4-2-3-1 com Elias, mas perdeu o meio-campo e proporcionou ao Vasco ocupar o campo de ataque. Ken avançou para desarmar o adversário e o Vasco chutou bastante. O jogo ficou aberto, mas muito centralizado. O Fla tentava atacar pelos lados com Paulinho e Gabriel, o Vasco movimentava o trio de meias, mas faltou o passe certo do Reizinho.

Equilíbrio com um tempo para cada time: o Fla finalizou apenas 2 vezes a mais que o Vasco (11 x 9) e teve 48% de posse. Ambos acertaram 87% dos passes trocados e o Vasco driblou mais (18 x 10), reflexo do estilo de jogo mais jovem e agudo.

O empate não agrada o Flamengo, que ainda não perdeu com Jayme, e fica melhor para o Vasco, que na luta contra o rebaixamento acumula 3 partidas sem perder e finalmente tem um time titular. Assim como o Fla, faltam detalhes.

No clássico dos gols “iguais”, o empate traduz bem o momento dos times: ambos possuem uma base, mas ainda precisam de ajustes para a fuga do Z-4 e a Copa do Brasil.

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