Estratégia do Grêmio expôs ainda mais os problemas do Corinthians

Logo após o jogo, Tite disse que os times se neutralizaram. Mas um olhar detalhado diz que foi o Grêmio que imprimiu sua proposta durante os 90 minutos, neutralizou e expôs ainda mais os problemas do Corinthians em 2013.

A movimentação de Kléber, Vargas e Ramiro foi fundamental para tirar a já pouca força ofensiva do time paulista: partindo do 4-3-3, o Grêmio se postou a partir da intermediária, marcando os volantes e laterais corintianos. O camisa 30 e Ramiro invertiam freqüentemente para confundir Ralf e Maldonado, por vezes com Ramiro aberto para formar uma segunda linha de 4.

Por característica e também pela marcação adversária, o Corinthians ficou sem saída. Trocou 247 passes e finalizou 5 vezes no primeiro tempo, mas ainda sim sem contundência e ímpeto ofensivo. Os problemas de criação permaneceram: apesar de apostar mais nos lados com o apoio dos laterais e a sempre aguda presença de Sheik na esquerda, o Corinthians foi neutralizado.

O pequeno número de desarmes no 1T – 7 contra 14 do Grêmio – explica que sim, a dificuldade de criar vem de marcar menos. Pois este é o ponto central do time esse ano: muitos acreditavam que o Corinthians iria chegar ao título quando ganhava. Mas mesmo na vitória os problemas de criação e marcação continuavam. É preciso bom senso para avaliar o desempenho, nunca o resultado por si só.

O Grêmio melhorou no segundo tempo sendo mais incisivo. Renato oficializou as duas linhas de 4 com com Vargas na esquerda e Kléber circulando mais, invertendo com Barcos para prender a bola na frente. O Corinthians tentou criar com Ibson, mais uma vez sem presença, e Pato, mas foi ainda mais neutralizado pelo tricolor gaúcho, que no final se redesenhou num 4-2-3-1 com Elano para uma eventual bola parada que não veio.

Jogo pegado – ou como Tite disse, disputado: 44 faltas, 22 para cada lado. Melhor para a objetividade do Grêmio, que finalizou 8 vezes com apenas 41% de posse de bola e 232 passes trocados. Nas palavras de Portaluppi, faltou sorte – ou melhor, concentração para converter as chances criadas.

Mais uma vez, Renato desmente mitos, refaz sua imagem e ensina: um 4-3-3 pode sim ser defensivo e um 3-5-2 pode ser ofensivo. Já o Corinthians mostra que o ciclo terminou e o momento de renovar e reconstruir chegou, com ou sem Tite. Confronto aberto, mas é o Grêmio o que melhor colocou sua estratégia em prática até aqui.

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