Coritiba não é apenas “Alex e mais 10″

Alex surpreendeu ao anunciar sua volta ao Coritiba, time em que o meia foi revelado, mas nunca ganhara um título. Com Marquinhos Santos as dúvidas logo surgiram: conseguirá o jovem técnico controlar o elenco com um líder e ídolo no elenco?

A resposta foi dada com mais um Paranaense e um bom início de Brasileirão que parou num “agosto negro” cheio de lesões e com muitas derrotas quando Alex não estava em campo. Mas engana-se quem pensa que o time depende apenas de seu craque.

A base tática mudou: o 4-4-1-1 com Alex junto a Deivid deu lugar ao 4-3-2-1 que Marquinhos tenta manter no Brasileirão, seguindo sempre a mesma dinâmica: força pela esquerda com Robinho, apoio alternado dos laterias e Alex (ou Lincoln) ficando mais para puxar o contra-golpe. Na defesa, Willian se posiciona para não deixar os zagueiros sozinhos e Escudero deu mais estatura para a equipe.

Com Vítor Júnior pelos lados, a opção de velocidade que muitas vezes faltou para dar profundidade ao ataque. O camisa 7 também contribui na marcação, ora se alinhando com Alex, ora protegendo um dos lados quando o Coxa perde a bola.

Contra o desesperado São Paulo, o Coxa adiantou a marcação e trabalhou as jogadas no campo de ataque. Alex finalizou jogada pela esquerda e ampliou de falta num primeiro tempo de superioridade, mas pouca conclusão: apenas 5 das 11 finalizações no primeiro tempo saíram certas.

Com o placar em vantagem, a opção para segurar o resultado – que muitas vezes o torcedor não entende – marcando em duas linhas no 4-1-4-1 que se transformava em 4-2-3-1 quando Robinho não deixava Wellington se posicionar livre.

Alex como centroavante confirma que o Coxa trabalha para seu camisa 10. Mas com a posse é Robinho quem faz a transição do Coxa e leva a bola com qualidade para tabelas e passes para Alex se decidir entre servir ou entrar na área, nos dois tempos.

Autuori empilhou atacantes, mas o São Paulo não teve sequer movimentação. O Coxa controlou o jogo e terminou com 45% de posse de bola, mas muito mais dribles (13×6) e também mais faltas: 21 contra 14 do São Paulo. Não é anti-jogo, é recurso para garantir o mais importante no futebol, o resultado.

O São Paulo se aproxima do descenso e Autuori pode não ter mais o apoio dos dirigentes com a pífia campanha de 2 vitórias em 15 jogos no brasileirão.

Já o Coxa se volta para brigar pelo G-4. O Cruzeiro, cada vez mais forte e objetivo, e as muitas lesões praticamente decretaram o fim da briga pelo título, e se depender de hoje, a bruxa do DM não acabou com Aquino e Geraldo. A base tática e o time comprovam: o Coxa melhora demais com ele, mas não é apenas “Alex e mais 10″.

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