O bom sinal que o Santos dá depois do “Trauma Barcelona”

Empatar com o forte Cruzeiro no Mineirão é um sinal mais forte do que levar 8×0 do Barcelona. É sinal de que as coisas não estão tão ruins assim na Vila Belmiro. É sinal de que a saída de Neymar não finda o futebol do Santos.

Desde o segundo semestre de 2012 o Santos não tem elenco para lutar por algo a mais. Quando nomes como Elano e Ganso estavam, Muricy ganhou 2 Estaduais e Libertadores. Do injustiçado treinador se espera algo que ele não costuma fazer – montar times “que joguem bonito”. Natural depender de Neymar quando o resto destoa.

Saber o estilo do treinador é fundamental para saber cobrá-lo. Muricy chegou para arrumar a defesa exposta de Adílson Batista. Saiu por não gostar de jogadores jovens. O badalado Bielsa também não seria uma escolha racional nesse sentido. Claudinei Oliveira ganhou a Copinha revelando jogadores. Natural que seja o técnico santista. Um 8×0 não pode colocar tudo abaixo.

E não coloca. No 1×1 com o Corinthians e agora contra o Cruzeiro, Claudinei manteve o 4-3-1-2 forte pelos lados com o apoio de Cicinho e Mena, com mais fôlego que Léo, e interessante movimentação para deixar Montillo como ele rende mais: Cícero recua para organizar o primeiro passe e permite ao camisa 10 ficar solto, se movimentando pelos lados e entrando na área. Alisson e Arouca (ou Alan Santos) cuidam da contenção e Neílton se movimenta partindo da esquerda para acompanhar William José (ou Henrique).

O Cruzeiro foi o mesmo de outras rodadas: o 4-2-3-1 prende os volantes para liberar mais Luan pela esquerda, conta com o bom apoio de Mayke na direita e hoje sofre sem Éverton Ribeiro, o meia direito que faz a diagonal para armar o time enquanto Goulart vai para a área. Júlio Batista, ainda sem condições físicas, é o jogador que melhor o substituiu.
santos

O Santos levou perigo quando acionou Neílton ou Montillo, sempre com muita movimentação. No contra-golpe vieram as melhores chances que Henrique desperdiçou. A boa nova foi a defesa: compacta, segurou a pressão celeste com poucos espaços nas costas dos laterais por conta do apoio alternado. Alisson desarmou muito e Alan Santos ficou mais preso, solução para proteger a lenta zaga.

Empatar com o Cruzeiro no Mineirão, onde o celeste só vencera, é um bom sinal. A reconstrução do Santos após um resultado anormal pode demorar a dar títulos e pede paciência a seus torcedores. Acima de tudo é preciso planejamento, que agora com Zinho comandando o futebol, fica mais saudável.

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