Marcação do Corinthians explica a escassez de gols

Como explicar o pífio número de 13 gols em 14 partidas do Corinthians, número que nas Séries A e B perde apenas para São Paulo, Náutico e ABC, todos no Z-4? Simples: a marcação, aliada a (natural) queda de intensidade,  faz com que o Corinthians perca o equilíbrio tão proposto por Tite e oscile demais em 2013.

Desde 2011 o Corinthians marca da mesma forma: o 4-2-3-1 se compacta em duas linhas, retira espaços do oponente e, sem a bola, alterna pressão em bloco médio-baixo, ou seja, marca no próprio campo com todos os jogadores (momento 2) ou marca em bloco alto, pressão, forçando o erro da saída de bola adversária (momento 1). Assim, levou apenas 4 gols na Libertadores-12 e 6 gols em 14 jogos desse Brasileirão, a melhor defesa das Séries A e B.

Se nada mudou, o que acontece? Agora uma característica salta mais aos olhos: a falta de criatividade com a bola. O Corinthians sempre “marcou para atacar”, um conceito que o blogueiro chama de “jogar em reação”: força o erro do adversário para atacar a partir dele, seja roubando a bola no campo de ataque, seja saindo rápido e em bloco quando recupera, na transição.

É só ver os gols contra o Boca Juniors em 2012 e perceber que todos saíram de transição (Romarinho), bola aérea (1º de Emerson) ou erro forçado no campo de ataque (2º de Emerson). A posse de bola é defensiva: quantas vezes você viu os zagueiros corinthianos tocarem a bola no próprio campo de defesa, atraindo o adversário a atacar e errar?

O problema é que esse “marcar para atacar”: do Corinthians não está funcionando mais. Na Libertadores, foi eliminado pela pouca criatividade (e Amarilla). Os adversários são mais intensos e marcadores quando jogam com o Timão e obrigam o time a achar espaço: um passe em profundidade, um cruzamento ou um drible. Paulinho, a válvula de escape na cabeçada ou numa transição, saiu. O que fazer?

Contra o Flu, Tite colocou Douglas (o que sempre faz quando o time sofre para fazer gols) e no segundo tempo apelou para Renato Augusto como interior, organizando o jogo de trás. Nada funcionou contra o time de Luxemburgo, que prendeu Edinho como uma espécie de terceiro zagueiro e liberou os laterais, obrigando Romarinho a alinhar com Guilherme e Ralf na marcação e jogar o time para atrás.

É sempre bom lembrar que um time que ganha tudo não vai manter sempre o ritmo, a “pegada e o tesão”, ou melhor, a intensidade tão típica com Tite. São anos no topo e o elenco envelheceu, além da falta que Paulinho faz. Logo, o momento por qual passa o Corinthians é natural, mas o estilo de jogo já se mostra pouco eficiente no ataque. Será que o Corinthians tem força para chegar?

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