O clássico dos veteranos craques “termômetros” para seus times

Oswaldo de Oliveira conseguiu unir beleza plástica com resultados no Carioca. O Glorioso é, desde o início do ano, o time que mais lembra o futebol da década de 1960 e 1970 que consagrou ídolos alvinegros como Garrincha: vertical, eficiente e bonito.

O Fogão só foi resgatar o futebol do estadual após o tento anulado de André. Antes, o Vasco buscou trabalhar a bola dentro na nova proposta de Dorival Júnior: na marcação, Ken e Eder vigiam os volantes para Juninho organizar o jogo, armar na intermediária ou pressionar. Hoje o desenho foi diferente: um 4-2-3-1 com Guiñazu e Sandro mais plantados. No ataque, muita movimentação e rotação da bola até achar André.

Depois do gol anulado, o Botafogo encaixou o jogo: mobilidade do trio de meias e Rafa Marques, que alternam o tempo todo. Rafael abre por algum lado para Seedorf guardar a perna e decidir com passes, dribles e gols. O time geralmente ataca em bloco, forte quando rouba a bola na defesa e sai em velocidade. Com 2 gols e volume de jogo semelhante ao primeiro tempo no clássico contra o Flamengo, o Bota novamente parou na finalização.

Apesar do gol – com jogada magistral de Juninho – e da segunda etapa frenética com 2 gols em menos de 10 minutos, o Bota continuou a ser superior e propor jogo o tempo todo. Seedorf ficou mais a esquerda, posicionamento comum ao craque. O Botafogo depende dele para levar a bola com qualidade, já que os meias estão sempre rodando e Gabriel e Mattos não costumam apoiar.

Com um Vasco entregue técnica e fisicamente – Juninho provou porque é ídolo ao não sair, mesmo machucado – o Botafogo acertou a marcação e recolheu as linhas a partir dos 20 minutos, mas não repetiu a retranca contra o Fla: controlou o jogo marcando e saindo no contra-golpe com Elias e Lima. Dorival tentou ter velocidade com Fágner e Robinho pelos lados e Ken na direita, como volante, mas parou no cansaço.

Vasco e Botafogo são reflexo de seus veteranos craques: se cansam, o jogo não flui. Se estão ativos, atacam bastante. O Vasco melhorou demais com Dorival dentro de campo e fora de campo se organizou.

O Botafogo não: salários atrasados que fazem os jogadores não se concentrarem e a perda do Engenhão são problemas que batem na porta. A liderança é fruto do encaixe do time. Mas é preciso atenção para resolver as pendências e brigar até o final, mesmo quando Seedorf cansa. Ou quando recua demais. Ainda dá.

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