Há 30 anos a América era Imortal pela 1ª vez

Raça, suor e sangue: na noite do dia 28 de julho de 1983 o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense levantava a sua primeira Libertadores, conquistada no estilo que o gremista gosta: com muita entrega e dedicação.

O fracasso na Libertadores de 1982 e o Brasileiro perdido frente ao Flamengo, no próprio Olímpico, fizeram Fábio Koff repensar o time.

A chegada de Valdir Espinosa – na época sem experiência em grandes clubes – era dada como aposta, juntamente com o grandalhão Baidek para compor a zaga com Hugo de Léon. No meio, Osvaldo entrou no lugar de Paulo Isidoro e Tita veio do Flamengo para realizar um sonho – ser o camisa 10.

Com a antiga e sempre boa mescla entre juventude e experiência, um jovem treinador buscando espaço e o endiabrado Renato, lembrando demais Cristiano Ronaldo. O Tricolor iniciava a Libertadores sabendo dos erros cometidos em 1982 – sua primeira participação – e tratando o sonho da América como prioridade em uma época em que a competição não era tão valorizada.

Espinosa não inventou e montou um 4-3-3 típico da época, com interessantes variações: a direita era forte, com Tita armando pelo lado, Paulo Roberto ultrapassando e principalmente Renato unindo técnica, drible e velocidade. Tarciso, na esquerda, jogava como ponta, mas podia centralizar para as investidas de Casemiro. Osvaldo auxiliava mais China e sem a bola o tripé de meio fechava e os pontas procuravam fechar espaços dos laterais.

Na estréia, o pesadelo de 82 foi revivido com um insosso empate contra o Flamengo. Mas o time encorpou com algumas mudanças: Mazaropi entrou no gol no lugar de Remi, Tarciso ocupou o lugar de Tonho na esquerda e Caio ocupou o lugar de Cesar. Depois do empate, o Tricolor ganharia todas na fase de grupos – incluindo uma exibição de gala contra um já eliminado Flamengo no Maracanã, coroando a vingança pelo ano passado.

No triangular da semi-final, raça e superação, apesar da final parecer muitas vezes longe. A “Batalha de la Plata” contra o Estudiantes, um emocionante 3×3, ameaçou as chances de classificação que só foram confirmadas no 0×0 entre América de Cali e Estudiantes, em jogo tão polêmico que até hoje é obscuro: dizem que Koff enviou 25 mil dólares aos colombianos e a retirada de 2 titulares argentinos, suspeitando-se que podiam favorecer o Estudiantes, até hoje não é explicada.

O sofrido empate com o tradicional Peñarol no Uruguai levou a decisão para o Olímpico. E mais uma vez, num jogo brigado e tenso, o Grêmio se supera e Renato se livra de dois e faz um belíssimo cruzamento para César, que entrara no lugar de Caio, desempatar o jogo aos 31 do segundo tempo e dar a taça ao Grêmio.

Ao levantar a taça, De Léon se machucou e sangrou, mas carregou a conquista assim mesmo, literalmente dando sangue para o time. Mais Grêmio impossível. A América era Imortal pela primeira vez.

Acompanhe o especial sobre a conquista no Globoesporte aqui.

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