Defeitos do Galo na final são os mesmos em toda a competição

É comum exaltar as qualidades de um time quando ele ganha e encanta. Mas virtudes e defeitos existem independente dos resultados. Na final do Campeonato Mineiro o blogueiro, em matéria especial, apontou algumas características do Galo que poderiam ser exploradas. Na final da Libertadores, elas foram a chave para a vitória do Olimpia por 2×0.

Pensando na marcação individual do Galo, Ever Almeida desfez a linha de 5 do Olimpia sem a bola para abrir Candía como lateral e reforçar o meio com Pittoni e Giménez. Com Silva batendo com Ricky, Luan não voltaria preocupado com o lateral e Silva poderia se alinhar com Pittoni e confudir Richarlyson, abrindo caminho para a velocidade do camisa 3 matar a sobra do lento Réver.

Cuca viu e logo tratou de espelhar o meio-campo do adversário: colocou Luan como volante para segurar Pittoni, fazendo o “cada um pega o seu” no meio e confiando o ataque nos lançamentos longos para Jô “quebrar” ou no incisivo Tardelli para cima de Candía. “Ligando a bola diretamente ao ataque, o meio poderia só marcar”, deve ter pensado Cuca.

Deu certo quando quando Tardelli recuava buscando jogo ou driblava e concluía. Mas quando o Olimpia explorou a esquerda aconteceu o gol. No lance, Pittoni alinha com Silva, fazendo Richarlyson largar a lateral para ajudar Luan (primeiro quadro). Silva dribla (vitória pessoal), passa livre e aproveita o buraco deixado por Ricky (segundo quadro). Tardelli, indeciso entre acompanhar Candía ou marcar Silva, demora a pressionar e deixa o camisa 3 livre, já que Réver também ficou entre pressionar ou manter o posicionamento.

A vantagem fez Ever Almeida mudar: Ferreyra no lugar de Gimenéz. Com o losango paraguaio desfeito, Cuca recolocou Luan na ponta e o Galo passou a dominar a posse de bola, não a finalização. Novamente, o mesmo defeito de vitórias e derrotas: quando Jô perde pelo alto e Ronaldinho não funciona, não há alternativa. A explicação é simples: o meio-campo, teoricamente responsável por levar a bola da defesa para o ataque, já está todo ocupado com os confrontos individuais e não consegue armar o jogo.

Desde os 4×1 no São Paulo o Galo não joga bem e apresenta os mesmos defeitos, ganhando ou perdendo. É hora de rever eles. No Mineirão, precisará de mais do que só acreditar em Victor, abafa e um apagão para encerrar o jejum.

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2 thoughts on “Defeitos do Galo na final são os mesmos em toda a competição

  1. Cara acho seus comentários legais mas acho que você nao respeita o GLORIOSO CLUBE ATLETICO MINEIRO, nunca mais visualizarei seu blog, não por este post mas por outros e pela falta também de mais post sobre o galo
    Abx

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