Cruzeiro e Coxa fazem duelo de candidatos a título no Mineirão

Cruzeiro e Coritiba fizeram um duelo de postulantes a título no Mineirão: times taticamente bem montados, estratégicos e de boa qualidade técnica, com opções táticas para buscar ou segurar o resultado.

O Coxa, montado por Marquinhos Santos, preenche bem o meio-campo: no 4-3-2-1, Robinho volta protegendo o lateral e marcando com William, mas com posse organiza o jogo e ultrapassa em velocidade. Na direita, Gil e Victor Ferraz tabelam e procuram Bill (ou Deivid). Botinelli trabalha a bola no meio para Lincoln, ou Alex, se movimentarem e decidirem no ataque. O time valorizou a posse e buscou trabalhar a bola, mas sem o camisa 10 perdeu movimentação e qualidade na frente.

O Cruzeiro veio no imutável 4-2-3-1 de 2013, mantendo a dinâmica: volantes mais plantados para liberar o trio de meias e Mayke, o lateral que apoia mais. Luan, assim como Dagoberto, é o mais agudo dos meias e combina transição com diagonais na área. Éverton Ribeiro verticaliza o jogo saindo da direita para tentar o último passe. Sem a bola os meias pouco pressionam, já que os volantes guardam o posicionamento, recuperam a bola e acionam o forte contra-golpe pelos lados.


No primeiro tempo, o Cruzeiro teve problemas na esquerda, onde Luan não voltava para proteger Egídio e Victor Ferraz e Gil trabalhavam a bola pela direita. Sem posse, o Celeste acionou o contra-golpe, que funcionou quando Mayke encontrou o corredor aberto por Éverton e passou para Luan, na área, fazer o gol.

No segundo tempo, Marquinhos soltou o Coxa num 4-3-1-2 com Artur no ataque e Diogo no apoio, procurando Robinho. Com isso, o Cruzeiro perdeu o encaixe de marcação, já que tinha 3 no meio central contra 4 do Coritiba. O camisa 20 sobrava e comandou as ações do time paranaense até Marcelo Oliveira ver e colocar Tinga: o camisa 7 encaixou o losango marcando Robinho, ou quem caísse nonaetor (imagem). Nos últimos minutos o Cruzeiro se segurou num 4-4-1-1 e conseguiu a liderança do Brasileirão.


Num duelo tão tático e cheio de estratégia, o elenco do Cruzeiro se sobressaiu: é o clube com mais opções de reposição, de nível técnico médio, o que não altera a dinâmica de jogo. O Coxa sentiu a falta de Alex, mas permanece forte pelo grande trabalho de Marquinhos Santos. Fortes postulantes a título já no início do campeonato.
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