A leve alteração na proposta tática do Corinthians contra o apático São Paulo

Tite vem mudando o Corinthians em 2013. A lesão de Renato Augusto sepultou os planos do 4-4-2 em linhas e o 4-2-3-1 dependente de Emerson foi eliminado da Libertadores. Na Recopa, menos posse de bola, marcação-pressão consistente e sufocante e saídas rápidas se mostraram um bom caminho para o time.

A parada para a Copa das Confederações não alterou as falhas do sistema de Ney Franco que ainda não deu certo em 2013: postura adiantada, muita posse de bola, pouca movimentação e a jogada manjada do drible de Osvaldo que segue sendo a única referencia ofensiva do time.

Tite repetiu a dependência das arrancadas de Sheik na transição e a postura muito mais comedida do que anos anteriores. Se antes a proposta era ter mais posse de bola, volume de jogo maior, sempre com saída em bloco, o Corinthians foi marcador e contra-golpista, com sucesso por conta da organizada defesa.

O 4-2-3-1 do São Paulo foi mais do mesmo: sonolento, apático e sem produção ofensiva. Nos nomes, ofensividades com Douglas e Juan, mais alas que laterais. Na prática, Rodrigo Caio cobria Douglas, que ocupava a meia quando Jadson centralizava para receber a bola e armar o time. Ganso mais uma vez não justificou a contratação com apatia, toques de lado e baixíssima intensidade. E Ney ainda é criticado quando o deixa no banco.

Recuado, Corinthians controlou o jogo com marcação estreita.

O jogo faltoso e picado foi propício para o Corinthians “cozinhar” o São Paulo no campo de defesa e sair rápido. Romarinho passou por Juan e Douglas e Lucio não se entenderam enquanto Tolói, a princípio o zagueiro, voltava do ataque. A apatia de Ganso e o meio-de-campo muito lento obrigam os jogadores a avançar para armar o time, deixando-o exposto ao contra-golpe.

A proposta do Corinthians se refletiu nos números: apenas 37% de posse na primeira etapa, mas marcou mais a frente, chutou 7 vezes ao gol contra 3 do São Paulo e levou a vantagem para o vestiário.

Ney viu e voltou com Aloísio para incendiar com movimentação o lado direito do Tricolor e finalmente fixar Jadson onde mais rende, no meio. No chute, falha feia de Cássio e domínio são-paulino, que parou novamente na marcação do Corinthians.

A entrada de Renato Augusto no lugar do lesionado Douglas imprimiu dinamica ao trio de meias. Emerson chama demais o jogo invertendo com Danilo pela esquerda e as vezes parece bem marcado. O agora camisa 8 trocou com Emerson, recebeu a primeira bola da transição e fez golaço encobrindo o adiantado Rogério.

Com 40% de posse, o Corinthians finalizou 6 vezes a mais que o São Paulo (16×10), fruto da leve alteração do dinamismo e do fortalecimento da linha defensiva, que deixou o São Paulo 4 vezes em impedimento. Com Gil, o Corinthians se destaca no setor que é sempre o mais forte dos times comandados por Tite.

Com o atual futebol apresentado, o São Paulo pouco se mostra apto a vencer o Corinthians no Pacaembu, dia 17. Ney Franco sobre absurda pressão e pode ser demitido. Apenas culpá-lo é esquecer das contratações que não renderam e dos erros no elenco – qualificado, mas ainda sem laterais e meia direito. E nos milhões que se mostram desperdiçados com Ganso.

O Corinthians pode passar por mudanças na montagem do time com a saída de Paulinho e seu tempo de bola, a possível lesão de Danilo e a chegada de Renato Augusto. Os objetivos do time ainda não parecem claros, mas o título frente ao rival preferido nos últimos anos ficou mais perto.

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