Itália 2 X 1 México: eficácia italiana decidiu

O domínio italiano nos primeiros 25 minutos teve influência da opção de Cesare Prandelli: Giaccherini na esquerda, procurando Balotelli ou tabelando com Montolivo, o mais meia dos 3 volantes italianos do 4-3-2-1 dos primeiros 20 minutos. A movimentação italiana nesse lado indefiniu a marcação de Zavala e Flores, pressionou a saída mexicana e só parou em Corona.

Faltava Pirlo. Organizador do jogo atrás de De Rossi e Montolivo, o craque italiano só foi aparecer em golaço de falta que premiou o domínio da Azzurra e a marca pessoal de 100 jogos com a camisa italiana.

O México não encontrou o jogo até o gol de Pirlo. A escolha de Giovani dos Santos no 4-4-1-1 armado por Jose Manuel de la Torre sobrecarregou os meias extremos porque o camisa 10 não marcava nem  jogava. O México só melhorou quando acertou a marcação em Giaccherini, prendendo Zavala, e liberou Salcido e Guardado para explorar Abate e De Rossi.

Quando Giovani se movimentou, Barzagli o derrubou na área e Chicharito converteu o pênalti da igualdade.

A Itália ensaiou uma pressão com Montolivo mais avançado e De Rossi protegendo a zaga para Pirlo criar mais a frente. O México agrupou as duas linhas e obrigou Giaccherini a trocar com Balotelli para fugir da marcação. Apesar de rodar a bola, agora com o apoio de Abate, a Itália teve muita posse e poucas finalizações até o final do primeiro tempo.

A Itália novamente manteve a posse e buscou a movimentação para furar as duas linhas mexicanas, forçando agora na direita com Marchisio e Abate. A opção deixou espaços demais entre Abate e Barzagli, lado que o México soube explorar com o agora aceso Giovani dos Santos. Apesar da opção de Cerci na direita para dar ofensividade ao 4-3-2-1 italiano, foi um brilhante passe de Giaccherini que Balotelli chutou para o gol da vitória.

Ofensivamente, a proposta italiana de rodar o jogo e movimentação na esquerda rendeu 10 chutes a gol, 7 deles no alvo. Efetiva na esquerda com Giaccherini e Balotelli na frente, a Itália mostrou bom entrosamento na marcação para não afunilar o jogo pelo meio, mas ainda busca equilíbrio defensivo para não sofrer tanto com Abate e Barzagli.

O sistema em linhas do México proporcionou bons momentos ofensivos quando Abate foi explorado por Salcido e Guardado. Quando Giovani descobriu o lado, Chicharito cobrou o penal e o segundo tempo se concentrou no lado. Explorar mais esse tipo de jogada é o caminho quando a transição procurando o duo ofensivo com nomes famosos não funcionar.

A Itália ganhou com domínio de posse de bola e importante eficácia na frente, ao contrário de sua história, voltada aos bons defensores. É buscar um pouco mais de equilíbrio defensivo a prioridade da Azzurra em 2013.

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