Brasil 2 X 0 México: apesar da dúvida, saldo positivo e lucro com Neymar

O Brasil jogou bem ou mal?

Se considerarmos que o time atacou menos após o gol de Neymar aos 9 minutos e marcou bem (principalmente pelo alto), jogou bem.

Se a proposta era manter a organização como nos primeiros 20 minutos, o segundo tempo deixou a desejar, mas o resultado foi bom.

Apesar dessa dúvida, a Seleção conseguiu um bom resultado e, indiferente a propostas, a defesa funcionou e bem.

Manuel de La Torre mandou o México no 4-4-1-1 com Guardado agudo na esquerda, mas com Flores e Mier (laterais de origem) na direita. Foi pelo lado improvisado do México que Neymar e Fred forçaram com intensa movimentação no 4-2-3-1 brasileiro. Fred saía pelo lado, Hulk penetrava, Neymar trocava com Oscar.

Com o apoio de Daniel Alves no cruzamento, a zaga cortou mal e Neymar aproveitou para fazer seu segundo golaço na competição. Início fulminante, organizado e intenso.

Depois do gol, o Brasil alternou entre compactação na defesa quando o México atacava, com Marcelo mais preso, e momentos ofensivos principalmente com Neymar. Aos 27 minutos, 6 finalizações brasileiras de 5 jogadores diferentes, 3 passes de Hulk. O terceiro mais acionado foi Neymar, mas com opções de passe para o craque não jogar sozinho.

Nos 20 minutos finais, o México levou algum perigo em bolas aéreas muito porque o time passou o Brasil mais do que atacar, de maneira compacta: Fred no círculo central, Paulinho aliado aos meias e um 4-1-4-1 que retirava espaços, mas ainda sofria quando o México forçava pelas laterais, principalmente a esquerda. Nos 22 minutos finais nenhuma finalização brasileira.

A questão é: o Brasil atacou menos por estratégia ou por queda de rendimento?

Se caiu por ritmo, marcou bem. Se caiu por estratégia, cumpriu não levando gols.

O segundo tempo não respondeu. Primeiro porque os primeiros minutos foram de muitas bolas altas. Depois dos 10 minutos, os times espaçaram e permitiram mais dribles e menos marcação. O México cresceu, como sempre faz com o Brasil, principalmente com Barrera nas costas de Marcelo e muitas bolas altas que, em sua maioria, David Luiz cortou. O 4-3-3 estratégico de Scolari funcionou na defesa.

Seguro na defesa, ou como Scolari definiu na coletiva, desatento nos lados do campo – e foi mesmo – o Brasil encaminhava um placar magro quando Neymar mostrou o que ainda não havia aparecido com a amarelinha: uma jogada genial para o gol de Jo.

Pela primeira vez, Neymar decidiu. Com Scolari seu rendimento tanto ofensivo como defensivo cresceu. Hoje Neymar joga para o time, não para si.

A dúvida ainda fica: foi estratégia ou foi queda de rendimento? O saldo é positivo.

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