No Horto e do jeito que sabe, Galo faz história

segredo para a vitória no Morumbi foi pelo chão, mas Cuca preferiu manter o que treina desde 2012: roubada rápida de bola para a movimentação do quarteto ofensivo ou início das jogadas ofensivas através dos lançamentos de Réver para Jô cabecear e lançar Bernard ou Tardelli. O nervosismo do primeiro tempo foi superado com movimentação e muita iniciativa que fizeram o Galo humilhar o São Paulo por 4×1, fazer história e assumir o favoritismo para ganhar a tão sonhada Libertadores.

O São Paulo marcou bem e truncou o jogo nos 20 minutos iniciais, mas o gol de Jô derrubou o brio da equipe paulista, que adiantou as linhas e trocou passes, mas não acertou a finalização. Foi ao estilo Galo 2012/13 que Jô abriu o placar: bola alta de Victor para quebrar na frente, troca de passes e uma bela finalização. A partir daí, o Atlético dominou o desnorteado Tricolor até o fim da primeira etapa.

Com o caminho aberto pela vantagem no placar e no agregado, Cuca pediu para o Atlético segurar a bola. Ney trocou Paulo Miranda por Silvinho para ganhar em drible e finalização. Apesar da postura do técnico são-paulino, o Galo seguiu dominando porque é calculista: ofereceu campo e posse de bola ao São Paulo, mas bloqueou a área e ainda marcou individualmente o meio-campo do adversário. Com isso, o São Paulo não encontrava espaço e o Galo roubava a bola e saía rápido pelo chão ou na jogada tradicional: bola alta para Jô quebrar e Tardelli ou Bernard avançar.

Mas não é apenas com Jô: Bernard, Tardelli ou Leandro Donizete também cabeceiam pelo alto para os avanços dos meias. Foi assim que o Galo chegou ao segundo gol, em cabeçada de Donizete para Jô. Ou na saída dos zagueiros pelo alto que a defesa tricolor cortou mal e Tardelli guardou o seu. Ou também na roubada de bola e carregada rápida de Ronaldinho, o jogador com passe mais agudo do time, que rolou para Jô fazer o seu terceiro na partida e consolidar a vitória do Atlético-MG.

A noite mágica do Galo é fruto de um time que sabe exatamente o que fazer com e sem a bola. Mais do que isso, é a fase técnica e o impressionante toque de bola de todo o time: os erros em passes curtos e longos são raros, além dos lançamentos de trajetória perfeita. Treino, entrosamento e vontade que faz o importantíssimo Jô ganhar todas pelo alto e pelo jogo de corpo e armar o time com sua cabeçada. Ou nos dribles e passes de Ronaldinho que desafogam contra marcações mais cerradas.

O Galo faz história ao humilhar o São Paulo, na maior goleada sofrida pelo clube em Libertadores que inicia um processo de questionamentos e mudanças nos próximos dias: Rogério Ceni, longe de sua melhor fase técnica, fica mais perto da aposentadoria e Luís Fabiano e Ganso devem ser cobrados pelo altíssimo investimento que não deu resultado. Tudo isso com Ney Franco no comando.

O Galo mostrou sua força e matou mais uma vez no Horto. Do jeito que sabe.

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