Rafael salvou Neymar e os “resgates” de Muricy Ramalho

No tricampeonato brasileiro do São Paulo, Muricy Ramalho usou bastante o polivalente Souza, meia de origem, como ala-direito, apoiando e alçando a mortal bola na área. Na semifinal do Paulista, Felipe Anderson na lateral direita poderia sugerir um 3-5-2, mas o jogador ficou preso na linha de 4 e comprometeu com falha no gol de Mogi que só o “resgate” da bola aérea de Muricy e Rafael salvaram.

Como nas quartas contra o Palmeiras, o Santos, no 4-3-1-2 que se transforma em 4-2-3-1 com Arouca pela direita, foi mantido e sufocou o Mogi nos primeiros minutos pela postura avançada no meio de campo. O time do interior, armado no 4-3-3 com os pontas Roger Gaúcho e Roni voltando sem a bola, não conseguia trocar passes e ficou sem sua principal característica: a velocidade na troca de passes que garantiu o melhor ataque da competição. E Felipe Anderson continuava lá, como lateral preso – e sem fazer feio na posição. Até então.

Dado Cavalcanti acertou a marcação em Arouca e Neymar e o Mogi passou a atacar mais, sempre com Henrique e Roni, os destaques do time. Mas faltou o último passe até que Roni cabeceou na falha de Felipe Anderson – aquele improvisado – e abriu o placar para o time caipira. Nem o abandono do 3-5-2 pelo treinador fez o Santos ter o trabalho coletivo que tanto falta em 2013.

Dado Cavalcanti manteve a proposta – tocar a bola e atacar, mas se manter atento na defesa. E o Santos conseguiu voltar ainda mais disperso em campo. Nem a saída do apagado Montillo para a entrada de André mudaram o inócuo time, que agora apostava na jogada única de Neymar: recuo para receber a bola dos zagueiros e dribles para resolver na frente. E o improvisado Felipe Anderson mal tocou na bola e ainda sofria com os pontas do Mogi.

Muricy resgatou mais uma vez na bola aérea e cabeçada de Edu Dracena que colocou igualdade no placar, mas não mudou a carência ofensiva do time. A jogada mais presente nos times do treinador foi a única que o Santos tentou executar no restante do jogo, já que Neymar não consegue mais fazer o que sabe: os desconcertantes dribles foram neutralizados com o “caixote” de jogadores que o cercam.

Nas penalidades, a qualidade do goleiro santista mais uma vez apareceu e colocou o Santos na sua quinta final consecutiva, dessa vez marcada pelo craque que já não rende mais e o time que não sabe jogar sem ele. Muito pouco para o Santos que, pelo desempenho constrangedor no segundo tempo, perde o favoritismo na final contra São Paulo ou Corinthians e pode ver uma geração acabar de forma melancólica com a iminente saída de Neymar.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s