Mais uma vez irreconhecível, Corinthians ganha nos pênaltis

O São Paulo foi superior na primeira etapa por marcar no campo de ataque com intensidade e impor um ritmo de jogo que o Corinthians só equilibrou aos 30 minutos com a encaixe das duas linhas de Tite na marcação. Mais uma vez irreconhecível, o Corinthians não trocou passes como de costume, foi dominado num jogo muito ruim e esperou pela cobrança de pênaltis que o levou para a decisão do campeonato contra o Santos.

Tite não repetiu a formação contra o Boca e lançou Emerson na direita, Romarinho pelo centro e Danilo na esquerda.Mas não houve a troca de posições e as ultrapassagens dos laterais características dos últimos anos e o Timão ficou sem saída e com a bola “queimando” pela compactação e pressão do São Paulo, também no 4-2-3-1, mas com Douglas pela direita no lugar do lesionado Osvaldo. O mandante pressionou, mas só não fez gol pelos seguidos impedimentos de Luís Fabiano e pela falta de chutes que já é marcante na equipe de Ney Franco.

Só a partir dos 30 minutos que Tite encaixou a marcação com duas linhas de 4 e o Corinthians equilibrou as ações.  O técnico também  liberou os avanços em velocidade de Paulinho e o Corinthians ganhou campo e muitas faltas, mas pecou na finalização pela atenta zaga tricolor que anulou Guerrero e Emerson. Na imagem, o detalhe das duas linhas de 4 do Corinthians na fase defensiva:

O jogo foi tenso e pegado na primeira etapa, justificando a acirrada rivalidade nos últimos anos. Ganso apareceu com perigo e novamente mostrou a classe que parecia adormecida, principalmente acionando Luís Fabiano. Sem mudanças para o segundo tempo, Tite corrigiu a postura do Corinthians marcando a saída de bola tricolor e atacando rápido em bloco. O São Paulo perdeu a intensidade na marcação e Rogério Ceni fez a primeira defesa aos 12 minutos do segundo tempo.

A troca de Guerrero por Pato não deu a mobilidade no ataque que o Corinthians precisava e o São Paulo passou a tocar a bola no campo do adversário, mas sem velocidade para surpreender a defesa. Ney Franco manteve o São Paulo sem nenhum atacante na linha de 3 meias e perdeu infiltração. Visivelmente cansados, os dois times pareciam jogar pelas penalidades, tanto que o experiente Douglas entrou no lugar do hesitante Emerson.

Nos pênaltis, Ganso e Alessandro jogaram para fora e apimentaram a disputa que ganhou mais tensão quando Luís Fabiano perdeu e Rogério se adiantou na cobrança de Pato. Na segunda vez, não deu para Ceni e o Corinthians foi premiado pela calma nas cobranças, mas não pela atuação mais uma vez muito abaixo do esperado. Na decisão contra o Boca Juniors, dia 15, o Corinthians precisará fazer o que não fez hoje: atacar.

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