Borussia arrasa Real com transição rápida e centroavante mortal.

Borussia Dortmund, o time que representa perfeitamente a evolução no futebol em todos os aspectos que o futebol brasileiro necessita: valorização de sua torcida através de uma arena segura, confortável e vibrante; trabalho de base com novas tendencias técnicas e táticas, manutenção do técnico e organização na diretoria do time principal. Se tudo o que voce leu falta ao futebol brasileiro, tome o Borussia, seminalista da UEFA Champions League, como exemplo para seu clube.

O Real vai na contramão, apesar de apostar na base. Contrata a peso de ouro, aposta no mais caro técnico dos últimos anos e no craque mais caro dos últimos anos também. O Real madrid vence Ligas Espanholas, mas parou no tiki-taka do Barcelona na Europa. Agora que ele parece superável, o caminho merengue é mais fácil. Com José Mourinho e Cristiano Ronaldo fica mais limpo e claro. Se é modelo ou não, cabe a voce e seu clube decidir.

O primeiro tempo do choque de duas realidades no futebol europeu foi o que se esperava: muita marcação de ambos os lados. Do Borussia, no rápido 4-2-3-1 que se transforma em 4-1-4-1 sem a bola e pressão na saída de bola, para tirar a bola longa que Xabi sabe jogar como poucos. Bola roubada, saída veloz mas não em bloco como o Bayern: toque e movimentação do quarteto ofensivo: Gotze, Reus, Kuba e Lewandowski, o polones bom de bola e de cabeça que abriu o placar para o time da Muralha Amarela.

O Real Madrid ficou desnorteado nos primeiros minutos com a pressão amarela. Pelo alto procurava Cristiano Ronaldo, mas o craque portugues era bem marcado. Pelo chão, acionava Ozil, na direita, para tabelas com Higuain. Sem transição da defesa para o ataque, ficou inócuo e passou a cavar faltas e avançar as linhas de modo lento, para não deixar Diego Lopéz sem proteção. Apesar de dominado, quando a jogada trabalhada intensamente por Mourinho funcionou, o Real empatou o jogo: bola longa de Xabi, Modric quebra e aciona Benzema, que toca para Cristiano Ronaldo, artilheiro da competição com 12 gols em 11 jogos.

Borussia Real

Mourinho viu que Ozil é um meia moderno com visão de jogo. Quando vai ao lado do campo, tem que cortar para o lado oposto e fica com visão mais estreita. Por isso não rendeu na primeira etapa e Mou trocou: Modric na direita e Ozil no centro. Com a sutil mudança, o Real continuou sem saída, muito porque o Borussia foi ao campo do Real com todos os jogadores e trocou passes até Lewandowski receber, girar e definiri: 2×1 para o time alemão.

Após o gol, o Borussia novamente fez valer o mando de campo: recolheu as linhas e apostou na saída forte. E tem Lewandoski, centroavante clássico, mas que participa do jogo. Tem ótimo cabeceio e define com o pé, quando gira e chuta. Ataque do Borussia pelo alto, defesa do Real cortou mal e Lewandoski fez o que sabe: recebeu, girou e tocou pra fazer o bonito e terceiro gol, hat-trick com 12 minutos do segundo tempo.

O Borussia dominou o restante do jogo porque marcou a saída de bola do Real Madrid, em especial o lançador Xabi Alonso, e soube o momento de ter pressa ou de tocar com calma. Faltou alternativas ao Real, que não conseguia sair porque só tem a jogada de Xabi para Ronaldo. Ainda deu tempo de Lewandowski fazer o quarto. Mourinho remodelou o Real com Di Maria, Benzema e Kaká num ofensivo 4-1-4-1, mas faltou alternativas além da bola pelo alto no ataque e no contra-ataque. Klopp respondeu com Kevin na lateral direita, Gungodan mais a frente e o experiente Kehl para marcar o meio.

Real Borussia 1

Mourinho mostrou o que quer. Ou pelo menos queria: ganhar a Champions vencendo o Barcelona. Armou um time forte na saída pelo alto, mas se esqueceu do jogo coletivo, intenso e rápido dos alemães. O Borussia, hoje, correu 5km a mais do que o Real. Recompos mais rapidamente e saiu com mais velocidade. Uma combinação de preparação física que dá muito folego, compactação de linhas com e sem a bola e fortes transições. Foi assim que o Borussia arrasou o Real Madrid por 4×1 e tem tudo para fazer a final mais esperada dos últimos tempos.

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