Real Madrid aproveita postura do Galatasaray e vence ao estilo Mourinho-Ronaldo.

Como enfrentar equipes de maior qualidade técnica em uma competição mata-mata? Essa questão deve ter remoído a semana de Fatih Terim, ídolo do Galatasaray e técnico da equipe que perdeu de 3X0 para o Real Madrid no Santiago Bernabeu, pela primeira partida das quartas-de-final da Champions League.

A resposta? Ofensividade para ganhar o gol fora de casa. Foi assim que Terim conduziu o Galatasaray que investiu bastante em Drogba e Sneijder, jogadores que há 3 anos estavam entre os melhores do mundo, mas que caíram em declínio físico e buscam a reabilitação na Turquia.

Acostumada com 2 linhas de 4 para servir Drogba e o artilheiro Yilmaz, o Galatasaray foi a campo no 4-3-1-2 que privilegiava a visão de jogo de Sneijder e os avanços pela direita do ex-Real Altintop. No primeiro tempo, teve a posse de bola e atacou mais que o Real, mas levou dois gols e pouco chegou no gol merengue.

Muito porque José Mourinho ficou escaldado por não ter a posse de bola nos confrontos com o Barcelona e treinou, aperfeiçoou e mandou o Real Madrid no já costumeiro 4-2-3-1 que privilegia os fulminantes contra-golpes de Cristiano Ronaldo, a base e o artilheiro da equipe.

A dinâmica desse Real é simples: dá a posse para o adversário e se fecha em seu campo, deixando Ronaldo e Benzema à frente. Bola recuperada, a linha de frente sai em arrancada e Xabi Alonso organiza o jogo com costumeira precisão: ou lançamento longo para Ronaldo ou tabelas com Ozil e Di Maria.

Cristiano Ronaldo aos 9 minutos e Benzema aos 29 aproveitaram na medida os espaços deixados por Felipe Melo, o volante de contenção que alinhava a Altiltop e Inan para roubar a bola mais a frente. Com Sneijder em má forma e apagado, o Galatasaray tinha a bola, mas não tinha o último passe.  A postura escancarava a defesa, prato cheio para Ronaldo aproveitar a indefinição de Eboué e Kaya e Di Maria e Ozil tabelarem para cima de Riera.

Terim ainda tentou consertar a postura com o costumeiro 4-4-2 na segunda etapa, sacando Sneijder e reformulando a defesa, mas já era tarde demais, pois o Real tomou a bola para si e passou a construir um resultado já bem favorável. Na substituição costumeira de Mourinho, Higuaín entrou e aproveitou cobrança do monstro em campo Alonso para ampliar o resultado e praticamente selar a vaga.

Gols de contra-ataque e menos posse de bola: mais Real Madrid, impossível. Desse jeito o maior vencedor da Europa vai trilhando um caminho ainda tímido pelo brilho de um cada vez mais apagado Barcelona, mas que pode surpreender todos aqueles que não acreditavam no poder e na camisa da equipe de José Mourinho.

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