Rebaixamento do Moleque Travesso vai além da tática

O tradicionalíssimo Juventus da Mooca, clube que ainda guarda o romantismo de épocas mais gloriosos e a pecha de “pequeno” muito amado, amargou no último sábado um novo rebaixamento para a Série A3, correspondente a Terceira Divisão do glorioso Campeonato Paulista. Para muitos juventinos, principalmente os 1098 pagantes que compareceram ao Rodolfo Crespi no jogo contra o Guaratinguetá, nenhuma novidade: o Moleque Travesso, conhecido por aprontar sempre para os 4 grandes do estado, vive má-fase que dura anos e ameaças de construção de uma arena, muito mais para agradar empresários do que a torcida.

Foi num estranho 4-4-2 britânico que o Juventus, que parecia começar uma reação ao empatar com o Santo André no último jogo, veio a campo para testar forças com o Guaratinguetá, time limitado mas aguerrido e que está na fase de classificação da A2. As opções de Celinho, treinador da base que assumiu após a debanda de Luiz Carlos Ferreira, mostraram desespero condizente com a tabela: Franklin, lateral, jogou no meio para proteger a esquerda, enquanto que Romarinho, meia de criação, foi lateral liberado ao apoio com o garoto Alan pela direita, para aproveitar a boa cabeçada de Pedro Rocha. Travado no meio, o Moleque não chegava pelo último passe que não saia e tomou um balde de água fria logo nos primeiros minutos, com gol da Guará em rebote de Túlio.

Segundo tempo, nova postura. O bom Marcelo Xavier foi liberado ao apoio e embora Alan cuidasse mais para que Romarinho subisse sem deixar espaços, o Juve só chegava na bola aérea, repetindo a dinâmica do travado primeiro tempo. Logo aos 3, rebote do Guará e gol “chorado” de Pedro Rocha, herói na Copinha. O Moleque pressionou, mas tomou dois gols de contra-ataques e chora o rebaixamento para a A3, de onde saiu ano passado.

Claudemir Peixoto, José Carlos Serrão e Luiz Carlos Ferreira, o comandante do acesso em 2012, gozam de bom nome no interior paulista e foram os técnicos que passaram pelo Juve, mas sem conseguir imprimir padrão de jogo e ter resultados satisfatórios. Veteranos como Elvis e Tuta, aquele mesmo, não mostraram bom futebol e a instabilidade tomou conta do clube da Javari. A direção, muito ligada a empresários, parece que usa toda a tradição do clube para contratos suspeitos. A impressão que ficou é que o Juventus só irá se reconstruir quando priorizar um trabalho de base e tiver a ajuda de algum “dono”, a exemplos de PSG e Manchester City.

#ForzaJuve. É o que resta a dizer para esse pequeno gigante cheio de tradição que jamais morrerá na memória de mooquenses, paulistanos e apaixonados pelo futebol.

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