Duas linhas de Scolari mostram avanço

Sem tempo e com muita pressão, Felipão já disse que vai manter a base de Mano e achar um padrão de jogo para a Seleção Brasileira, em seu pior momento de sua história pentacampeã. Porém, o empate de 2X2 com a Itália mostra caminho totalmente inverso: Felipão mexeu e bastante no time de Mano, protegeu a zaga e apostou na individualidade e velocidade pelos lados. Além disso, resolveu o “encaixotado Neymar” o tirando da esquerda e colocando no ataque, com a companhia de Fred. Se a Itália foi melhor e o Brasil não convenceu ainda, é inegável que o avanço mostrado apenas no segundo jogo de Scolari já mostra muito mais luz do que toda a Era Mano.

A começar por Fernando, garoto ainda mas que deu o toque de segurança a zaga que Felipão tanto quer. Hernanes ganhou chance como volante e teve atuação bem correta. Pelos lados, Oscar provou que é titular e Hulk não fez boa partida, errando gol quase feito. Mas pode ainda jogar bem na Seleção, e o melhor, está em sua posição: winger direito. No 4-4-2 em linha, Neymar pegava o volante adversário, mas se juntava ao ataque com a bola, ia ao meio e buscava o jogo. Bem diferente do marasmo de Mano. Com ataques pelos lados, Daniel Alves liberado ao apoio na direita e Filipe Luis seguro na esquerda, o Brasil foi fulminante nos contra-ataques, mas mesmo assim foi dominado pela Itália o jogo inteiro e o criticado Júlio César foi novamente o melhor no jogo.

O domínio italiano se deu muito porque a Azzurra está bem mais entrosada no 4-3-1-2 que inicia todas as jogadas pelos pés maravilhosos de Pirlo e sabe explorar as deficiências do adversário: Osvaldo colou em Dani Alves, o pior jogador com a amarelinha na Suíça e responsável por uma avenida pela direita muito bem explorada nos gols italianos. Atualmente, a lateral direita e o winger do lado, se mantido o esquema, são as dúvidas de Scolari. Quando a Azzurra mudou pro 4-3-3 no segundo tempo,  foi fulminante e Felipão demorou a mexer. Outro defeito que o pentacampeão precisa corrigir.

Carisma e qualidade Felipão tem. Vencedor inquestionável e ídolo de muitas torcidas, assim como de todos brasileiros, sua seleção já está em um possível caminho que pode dar bons frutos. Os testes fortes – hoje enfrenta a nada fraca Rússia em Stanford Bridge, onde o império do russo que o demitiu em 2008 cai pelos mesmos erros daquele ano – são bons para Scolari achar e aperfeiçoar seu caminho. Ânimo renovado.

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