Autuori pode pincelar seus melhores trabalhos como base no Vasco

Paulo Autuori é um sujeito misterioso, com voz grossa, pausada e pouco conhecido dos brasileiros, já que fincou carreira no exterior, em especialmente na Arábia e no Peru, e retorna ao Brasil para assumir um Vasco em frangalhos após a demissão de Gaúcho e mais um vice. O desafio, talvez o maior de sua carreira, foi motivado pela ânsia de novos percursos e pela chance de voltar a um grande clube no Brasil, curiosamente o que Autuori torcia quando era criança e adolescente.

Parte de um processo de reformulação liderado por René Simões, Autuori poderá ter paz nos vestiários com o trabalho de Ricardo Gomes e Renê Weber, auxiliar do agora técnico vascaíno. Encontrará um fraco elenco que passou por um trauma grande no final do ano passado, quando uma parcela dos melhores jogadores da equipe deixaram o clube após salários atrasados – inclusive Juninho, que só jogaria por um salário mínimo. Com promessas e trocas de jogadores que atuavam no Galo e Cruzeiro, o Vasco se mostrou aguerrido e bastante marcador, mas faltou qualidade para fazer gols quando era preciso.

Se seguir a receita Autuori, o Vasco será um time ofensivo em casa, mas com problemas fora. Foi assim no Grêmio em 2009, quando fora contratado a peso de ouro para o lugar de Celso Roth e experimentou diversos esquemas táticos e jogadores até ser demitido pela campanha pífia fora do Olímpico: apenas uma vitória. Se repetir o Botafogo Campeão Brasileiro de 1995 sob seu comando, o Vasco pode atuar uma espécie de 4-2-3-1 com um ponta bem agudo no lado, como Éder Luis, e um meia armador de cadência como Pedro Ken nos lados, como foi com Sérgio Manoel e Donizeti no 4-4-2 do questionável título de 95. Porém, falta o centroavante que Túlio fora.

Os melhores trabalhos de Autuori – o Cruzeiro campeão da América em 97 e o São Paulo que conquistou o mundo em 2005, podem não combinar com o Vasco, cujo elenco não tem os laterais bem ofensivos do tricolor em 2005, e os meias de qualidade e boa chegada como Ricardinho e Palhinha como no Cruzeiro de 1997, postado no 4-2-2-2 típico da época que atacava muito e pouco marcava.

O mais desafio da carreira de Autuori começa na quarta-feira, em casa. Veremos um time comandado com a simplicidade de Tim, eleito por Paulo como sua inspiração ou com a ousadia e o discurso rebuscado de Autuori nos tempos de Cruzeiro e Grêmio?

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