Os desenhos da crise do Vasco

O desenho da atual situação do Vasco é fruto de uma crise política e econômica iniciada ainda em 2012, quando a má gestão do ídolo Dinamite, com o perdão do trocadilho, explodiu em campo no segundo turno do Brasileirão de 2012. O jogo-chave dessa má fase foi a vergonhosa derrota para o Bahia de Jorginho em pleno São Januário, por 4X0. Saiu Cristovão, Marcelo Oliveira veio e não conseguiu nenhuma vitória. A debandada de jogadores e ídolos no final do ano abriram os olhos para a diretoria de que renovar era preciso.

E aconteceu com os excelentes nomes de Ricardo Gomes para ser o diretor técnico e René Simões para ser o diretor de futebol. Apostando em nomes questionáveis como Leonardo, Pedro Ken e Nei, o Vasco iniciou 2013 com boas alternativas táticas lideradas pelo eterno interino Gaúcho: um móvel 4-2-3-1 com Carlos Alberto se movimentando muito na referencia e um 4-3-1-2 com Ken e Alberto alternando na armação. Cheio e garotos da base, a derrota de 4×1 para o rápido Flamengo de Dorival colocou o Vasco na realidade de seu elenco e deu a pista sobre a estratégia para enfrentar adversários fortes: se recolher em campo e esperar pelo contra-ataque.

Foi assim contra o Fluminense, jogo em que o Vasco atuou o primeiro-tempo inteiro praticamente no meio-campo, com Wendell, Bernardo e C. Alberto mais marcando do que atacando. Os contragolpes rápidos proporcionaram gols e a vitória veio mesmo com Dedé, lembrando aquele jogador de 2011. Parecia que atuar como time pequeno era a solução. E contra o ligado Botafogo, o Vasco caiu porque não soube cadenciar o jogo e achar um passe no campo de ataque.
No segundo turno, vida nova e losango retomado. Com Sandro Silva para proteger a fraca zaga que ainda não viu Dedé em boa forma, Romário prendendo o jogo na frente e Éder Luís como opção de velocidade pela direita, o 4-3-1-2 do Vasco não funcionou na defesa, perdeu todos os jogos e demitiu Gaúcho. A crise gerada pelo vice na Taça Guanabara afetou vestiário e instaurou um clima de derrota iminente.

VAsco

Times em reconstrução precisam mais de confiança do que grandes jogadores. Aquele Vasco de cabeça erguida no início de 2013 se perdeu no clima ruim e ruiu em campo. O fraquíssimo elenco agora se mostra muito mais ao torcedor, impaciente pela crise de um time que não dá alegrias duradouras há muito tempo. Com grande jejum de títulos cariocas e apenas uma Copa do Brasil nos últimos 10 anos, o Vasco precisa se repensar ainda mais. Autuori, Mano, Ney Franco ou Dorival? Qualquer um desses nomes precisará de paciência e tranquilidade para trabalhar. Ou o jejum e os vices podem aumentar.

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One thought on “Os desenhos da crise do Vasco

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