No caminho certo, Cruzeiro ganha com elenco nivelado.

Cruzeiro e São Paulo têm algo em comum: uma espécie de “viuvez” de técnicos de muito sucesso. No Tricolor, ninguém convenceu no lugar de Muricy Ramalho e Ney Franco, que parecia finalmente quebrar a maldição, já sofre grande pressão. No Cruzeiro, a saída de Adílson Batista em 2010 foi acompanhada de 6 técnicos sem sucesso, instabilidade e ameaças de rebaixamento. Cuca caiu feio na Libertadores após encantar o Brasil. Joel saiu de seu confortável Rio de Janeiro e também fracassou. Vágner Mancini ousou com até 4 atacantes e pediu demissão. Celso Roth tampou buraco. E para a renovação que era necessária desde o vice na Libertadores de 2009, curiosamente o nome de Marcelo Oliveira, eternamente ligado ao arquirrival Atlético-MG, foi o escolhido para dar liga e tranquilidade a um time que teve apenas uma alegria nos últimos anos: o inesquecível 6X1 no Cruzeiro do outrora cruzeirense Cuca.

Até agora, Oliveira vem comandando um bom trabalho que pode, enfim, encerrar a “viuvez” que toma conta do clube. A começar pelos vários jogadores que recebeu, algumas promessas como Lucca, “refugos” como Dagoberto, Nilton e Bruno Rodrigo e sensações como Everton Ribeiro.  Taticamente, Oliveira segue o feijão-com-arroz do 4-2-3-1 que vigora no Brasil desde 2010: volantes marcadores, avanço ordenado dos laterais, um meia típico de criação no centro (Diego Souza), um atacante para dar profundidade no lado (Dagoberto) e no outro lado um meia rápido, armador, mas que volta para ajudar na defesa (E. Ribeiro). Trio cercando o único atacante melhor com a cabeça do que com os pés, no caso, Borges.

O toque de Oliveira era o mesmo visto no seu vibrante Coxa: muita movimentação do quarteto ofensivo, com pivôs e inversões e boa chegada de Egídio e Ceará.  Atuações regulares, como o 4X1 sobre o Boa Esporte, dão esperança a uma sofrida torcida que se viu obrigada a aplaudir Neymar ano passado, tamanha a fraqueza do celeste perante a Jóia. 2013 com certeza já é um ano diferente de 2012, já que a pressão que dominou no início do ano passado até agora não apareceu.

É fato que o Cruzeiro ainda pode melhorar, principalmente pelos volantes, o ponto fraco: Leandro Guerreiro e Nilton não ajudam no ataque e o time, quando joga contra retrancas, pode sofrer. Mas o elenco, se não é excelente, é nivelado, um dos “segredos” de times campeões: Borges e Anselmo Ramon não são craques, mas possuem características semelhantes e mantém um nível de jogo com qualquer um de titular. A torcida celeste já está confiante.

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