Internacional, a sensação com Dunga no comando

O Campeonato Gaúcho sempre foi conhecido pelo estilo duro de marcação e as “botinadas” dos jogadores. Também é celeiro de técnicos que arrumam boas defesas como Tite, Celso Roth, Felipão e agora Dunga, o odiado ex-treinador da seleção brasileira cuja reputação irretocável com os colorados o fez assumir o time após anos de crises e incertezas. Dunga conduz seu time de criança e onde se aposentou – com gol inesquecível contra o Palmeiras de Scolari em 1999, salvando o Internacional do técnico Leão do descenso – com maestria até agora, resgatando o futebol de Forlán e Damião. Porém, a euforia deve ser contida, já que ainda faltam testes mais fortes, como a Copa do Brasil que se inicia em poucas semanas, e sabendo que o Gauchão praticamente só teve o Inter de elenco forte.

O treinador escolheu o 4-3-1-2 para garantir a “dureza” na marcação típica da região, mas com interessantes variações. Com Forlán mais perto do gol, o uruguaio consegue boas atuações e boa dupla com Damião, ainda longe do esplendor de 2011. Porém, ele volta pela esquerda para marcar, quase como meia. Já Fred, bom garoto do Inter, é o que mais se movimenta no jogo: auxilia Josimar e Ygor na fase defensiva, mas se manda pelo centro ou pela direita numa espécie de 4-2-2-2 com a bola.

Outra variação interessante é a pressão no campo adversário, sempre com laterais muito agudos, quase alinhados aos volantes. Dunga sofre várias críticas pela predileção de volantes bem marcadores como Willians e Ygor, mas se defende dizendo que Forlán e D´Ale precisam de liberdade. Vem dando certo, pois os altos salários dos estrangeiros do Colorado até agora condizem com as atuações. Na cabeça de Dunga, Willians e Airton são os titulares, mas a boa fase de Josimar, volante pela esquerda sem muita liberdade para atacar, já abriu a disputa. E Fred segue sendo a sensação e o “puxador” das variações do Internacional camaleão de Dunga.

Em 10 jogos são 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota, com o time reserva. A defesa levou apenas 5 gols e marcou 20: equilíbrio. Dunga conquistou a Taça Piratini contra o São Luiz, na cidade em que nasceu, e promete muito mais. No início do ano, espantou ao mandar a campo times reservas, dizendo que o Inter estava em pré-temporada ainda. Acertou em cheio e hoje o time tem fôlego extra em campo, além de padrão tático. Dunga poderá finalmente convencer imprensa e os brasileiros de que é bom técnico. Fazer as pazes com aqueles que o apontaram como o único culpado pelo fracasso de 2010, motivado muito mais por falhas bizonhas de Felipe Melo e Júlio César, pode ser um recomeço para Dunga. E nada melhor do que recomeçar em casa.

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