2 minutos

Foram apenas 2 minutos para o que não era bom se transformar em pesadelo. O gol que o Palmeiras levou do fraco Tigre, uma falha de posicionamento da defesa e de Henrique, que deixou livre o autor do gol, foi crucial para que os ânimos no conturbado clube se transformassem em caos, já que a torcida – uma parte mais raivosa e violenta – agrediu jogadores no aeroporto, em Buenos Aires.

O Palmeiras fez sim boa partida: mesmo que o 4-2-3-1 que parece ser o time titular de Kleina ficasse encaixotado no defensivo 3-4-1-2 do Tigre, o segundo tempo foi de domínio alviverde e vários gols perdidos. Muito porque o time tem poucos finalizadores, mas também porque ainda depende de Valdívia, o melhor em campo na quarta, para chegar ao ataque. Com Wesley mais preso pela direita no 4-2-3-1, Valdívia circula pelo meio e procura Kléber ou Vinicius, quase um 4-3-1-2 com o garoto do base bem espetado. Kleina deu padrão de jogo ao Palmeiras, mas esbarra na limitação de sua defesa e dos volantes mais marcadores para alçar vôos mais altos. E também do contra-ataque, melhor jogada palestrina. Até que…

…Kleber errou (mas o bote do zagueiro foi ótimo) e perdeu um gol que parecia fácil. Menos de um minuto depois, o Tigre, no último minuto, ganha o jogo de forma bem previsível: jogada aérea. O clima de derrota e tragédia no semblante dos jogadores de verde era nítido, já que dominou o jogo, contou com boa exibição de Valdívia e poderia ter saído da Argentina com 3 pontos. Mas o inexplicável acontece e o Palmeiras agora se vê pressionado.

Mais do que pressionado, em nova crise. A lamentável agressão de alguns torcedores ao grupo palmeirense nessa manhã não muda em nada o resultado. É fruto de emoção aflorada e do desejo de culpar alguém e aliviar a consciência de que o futebol é coletivo e o resultado é fruto do trabalho de todos. Kleina, Kleber, Wesley, Valdivia, Brunoro e Nobre são alguns dos personagens do clube e a culpa é repartida a todos eles. Resta ao Palmeiras punir devidamente os responsáveis pelo deprimente episódio no aeroporto e pelo menos lutar em campo, já que a classificação ficou difícil, porém não impossível. O Palmeiras, hoje, se reconstrói e sabe que sua prioridade não é ganhar competições e sim subir de divisão. Ao que tudo indica, o caminho pode ser muito mais árduo do que parece.

 

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