Empate?

O bem divulgado abismo entre os dois clubes nunca foi tão imenso: o Corinthians entrou no campo como dono do Mundo e da América, e o Palmeiras como time de segunda divisão mergulhado em crise. A maior rivalidade do Brasil ganhara um ingrediente a mais no que já foi final de Brasileiro e semifinal de Libertadores. O favoritismo imenso do Corinthians prometia bom jogo. E provou que num jogo como Palmeiras X Corinthians, jamais há favoritos.

Sem centroavante e Maikon Leite, Kleina escalou o Palmeiras num 4-2-4-0: Vilson e Araújo marcavam o meio enquanto uma nítida linha formada por Vinícius, Wesley, Souza e Patrick Vieira marcavam a saída de bola corinthiana. Com zagueiros livres e Paulinho e Ralf bem marcados, o Corinthians apostava na ligação direta. Só quando Alessandro foi liberado para o apoio que o Corinthians passou a equilibrar as ações. O gol saiu de forma já conhecida de ambas as torcidas: cruzamento corinthiano e falha aérea do Palmeiras, que deixou Emerson sozinho.

Palmeiras e Corinthians antes do primeiro gol

Se os momentos tensos de 2012 ressurgiam ao Palmeiras, foi de forma bem semelhante a 2012 que o Palmeiras empatou: bola área de Souza, o novo Assunção, para a cabeçada certeira de Vilson. Em um clássico tão grande e poderoso como o Derby Paulista, não existem favoritos. E de forma completamente surpreendente, foi do Palmeiras o restante do jogo: pelo menos 3 boas defesas de Cássio e grandes chances, a maioria do pé de Wesley, que ainda não está adaptado e poderia passar várias bolas, mas compensou com velocidade. A explicação tática é simples: o Palmeiras dominou o meio-de-campo e travou as investidas de Paulinho. Com a indefinição de Ralf entre marcar Wesley e Souza, ambos pelo centro, pelo menos um deles estava livre. Foi assim que Wesley avançou e só parou em Cássio ou no passe errado. Semelhanças com a Ponte Preta em 2012, nas quartas-de-final? O técnico é o mesmo. A estratégia também.

Kleina pediu a mesma postura no segundo tempo. Tite sinalizou para o Timão marcar Vilson, o autor do gol. Jogo morno, bola aérea. Falha enorme de Cássio. Virada do Palmeiras, quando nem as bolsas de Londres apontavam tal resultado. Se o Palmeiras engoliu o Corinthians em quase todo o segundo tempo, veio a estrela de Romarinho, sempre ele, para fazer o gol de empate. Depois do gol, o Corinthians pressionou, com o carrasco palmeirense invertendo com Renato Augusto e Pato caindo pela direita. Kleina colocou o time para trás com Charles, levou o empate e corrigiu com Caio, no 4-1-4-1 que viu o Corinthians jogar. Era tarde demais e a igualdade permaneceu.

Corinthians e Palmeiras 2

Jogar como time pequeno não é desonra. Não é ser menor. Não é demérito. É um dos poucos caminhos que restam para a reconstrução do Palmeiras, que passa necessariamente por sair da Série B, mas não por títulos. A torcida palestrina parece entender a fase e o momento e dá trégua com a insuportável cobrança. Do outro lado, o momento ainda é espetacular para o Corinthians, no topo do mundo e no melhor de seus 102 anos. Favorito para tudo, apesar da atuação sem força no primeiro tempo. Já o Palmeiras leva a vitória moral de hoje e pode sim se reerguer, mas com paciencia.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s