Os 4 atos de Real Madrid X Manchester United

Mourinho versus Ferguson. Cristiano Ronaldo versus Robin Van Persie e Wayne Rooney. 12 títulos de Champions League em jogo. Santiago Bernabeu lotado. O duelo dessa quarta, entre os gigantes Real Madrid e Manchester United, pelas oitavas-de-final da Champions League, prometia. E os dois regentes dos poderosos times mostraram mais uma vez porque estão no topo dos managers com 4 atos dignos de maestros.

  • 1º ato: Real contra-ataca e United abre o placar

Mourinho sabe que o Real é bom no contra-ataque com Cristiano Ronaldo. E foi assim que mandou o time: fechado a espera da roubada de bola e a fatal jogada: Dí Maria ou Ozil carregam enquanto Benzema e Cristiano Ronaldo disparam para o ataque, no costumeiro 4-2-3-1. Fergie surpreendeu: sacou o bom passe de Cleverley para fortalecer a marcação com Jones, lançou Kagawa no meio e prendeu Rooney para auxiliar Rafael no cerco a Ronaldo. O United teve mais bola, mas só fez o gol em cabeçada de Welbeck, livre na área merengue.

Real Manchester 1

  • 2º ato: intensidade na esquerda e gol de Ronaldo

Ao Real, entregar a bola ao United não surtiu efeito – De Gea estava lá. A solução foi apostar tudo na esquerda: Mou liberou Ronaldo para cima de Rafael e colocou Khedira para atacar por lá. Ferguson respondeu trocando Rooney de lado, para cima do fraco Arbeloa, e colocando Welbeck ara auxiliar Rafael. O brasileiro não teve ajuda e foi engolido por Ronaldo. Foi do lado esquerdo onde nasceu o gol merengue. Mesmo assim o United chegava, principalmente com Rooney pela esquerda.

Real United 22

  • 3º ato: Fergie fecha e Mou solta o time

Sir Alex Ferguson viu bem: Rafael não tinha o apoio de Rooney e era facilmente batido por Cristiano Ronaldo. Além disso, Kagawa pouco se aproximava de Van Persie, dessa vez sem Rooney para auxiliá-lo. Fergie mandou Rooney de volta para a direita, mas vigiando Coentrão, colocou Jones para auxiliar Rafael e mandou Kagawa (logo depois Giggs) para a esquerda, com o rápido Welbeck puxando o contra-ataque. As linhas bem compactas do 4-4-1-1 travaram o Real, mesmo com Khedira solto, já que Carrick acompanhava Ozil. Mourinho liberou os laterais e passou a concentrar as jogadas no lado direito, com Khedira livre levando a bola ao ataque. Quando funcionou, De Gea mostrou porque foi o melhor do jogo em Madrid.

Real united 2

  • 4º ato: sem velocidade, mas com bom passe

Mou trocou o incansável Dí Maria por Modric, assumindo que o Real era só ataque – e nenhum contra-ataque. Se perdeu a velocidade do argentino, ganhou no bom passe do croata, mas as linhas de Ferguson continuaram muito bem postadas. Com Giggs dando trabalho a Arbeloa e Khedira anulado, a bola foi do Real, mas sem sucesso. E no fim do jogo, já com Anderson para fechar mais ainda, Fergie ainda mostrou que pode contra-atacar e o United quase marcou com Van Persie.

Real United 3

Os atos dos dois técnicos mostram que está tudo indefinido. Mourinho precisará muito mais do contra-ataque mortal em Old Trafford, e Ferguson sabe que Rooney e Van Persie juntos podem fazer a diferença. Só em Março que a orquestra terá seu ato final.

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