Os (velhos) problemas do (não tão novo) Palmeiras

O empate com o Bragantino, com direitos a vaias a Luan, agora no Cruzeiro, deveria ser amenizado por ser apenas o primeiro jogo da equipe em 2013. A boa atuação na vitória contra o Oeste, por 3X1, reacendeu esperanças por ser a primeira da era Paulo Nobre e pela atuação coletiva. Mas o vexame contra a desconhecida Penapolense em pleno Pacaembu, mais um para a galeria de times pequenos que se engrandecem com o Alviverde, mostrou a instabilidade e os problemas defensivos do Palmeiras de 2013.

Contra Bragantino e Oeste, atuações satisfatórias. Kleina armou o time em duas situações: ataque e defesa. Sem a bola, Patrick Vieira compunha a direita ou marcava o primeiro volante adversário, e Souza e Wesley alinhavam na proteção a Araújo e a zaga. Com a bola, Wesley se mandava pela esquerda e Souza aparecia mais à frente, armando o jogo. No segundo tempo, Valvídia circulava entre direita e centro, compondo o 4-1-4-1 na fase ofensiva. Os gols vieram, mas a defesa já se apresentava exposta, muitas vezes com os dois zagueiros, um lateral e Araújo na proteção.

Palmeiras---primeiros-jogos

Kleina perdeu Souza, contundido, e os problemas ficaram maiores. No vexame contra a Penapolense, Denoni entrou como titular no lugar de Souza – e o time perdeu na criação. No segundo tempo, já no 4-2-3-1 com Maikon Leite na direita e Vinícius na esquerda, o time cresceu, mas ainda deixou muitos espaços atrás. Valdívia deu bom passe e aparecia pela direita. No final do jogo, a confusão entre vaias e aplausos da torcida mostram que o chileno ainda está longe de ser unanimidade.

Palmeiras-e-Penapolense

A solução foi mudar a tática com o criticado Vinícius para compor o 4-3-3 usado nos últimos 2 jogos. Funcionou contra o São Bernardo, mas falhou contra o bem armado XV de Piracicaba de Sérgio Guedes. A ideia de jogar com 3 atacantes lança o time ao ataque – o Palmeiras fez mais de 1 gol em 4 dos 5 jogos do Paulista – mas a defesa ainda sofre com desorganização e falta de qualidade.

XV

Vinícius se sacrifica para ajudar o frágil Juninho, mas é na direita que os problemas são maiores: Maikon Leite não volta e Araújo faz o papel de dobrar a marcação, abrindo o meio, já que Wesley se manda pela esquerda para tabelar com Vinícius e o lateral. Avenida na direita e buraco no meio, devidamente aproveitados pelo XV. Nisso, os atacantes recebem bolas e os zagueiros do Palmeiras ficam no mano – onde Maurício Ramos perde quase todas. resultado: volúpia ofensiva ineficiente e defesa exposta e nula pelo alto.

Palmeiras-e-XV-2

O Palmeiras pouco se parece com aquele da Era Felipão no time, na tática e no sistema de jogo. Mas os defeitos são os mesmos: fragilidade na defesa pelo alto, instabilidade e dependência de jogadas individuais. O problema não é Gilson Kleina, que começou a sofrer suas primeiras críticas e vive uma espécie de fantasma de Mano Menezes, tampouco do bem intencionado Paulo Nobre e dos competentes Brunoro e Omar Feitosa. O problema mora no elenco fraco, de longe o pior entre os 12 grandes, na fase tenebrosa de Wesley, Juninho e Ayrton e no psicológico do time, abalado pelo rebaixamento e sob constante pressão. Por enquanto, os reforços de Marcelo Oliveira, Charles e Ronny não resolvem. 2013 ainda está muito indefinido – e nada esperançoso – ao Palmeiras, a apenas um ano de seu centenário.

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