Tributo ao alemão cinzento

“Jupp” Heynckes não está na galeria de treinadores cultuados por torcedores nem por especialistas, mas é um dos nomes “low-profile” que mais tem bons trabalhos na Europa. Eternamente ligado ao Borussia Mönchengladbach e Bayern Munich, foi num silencioso e nada galáctico Real Madrid que conseguiu o maior feito da carreira: uma UEFA Champions League. Ainda sim, conseguiu mais do que se esperava com elencos limitados de Benfica, Tenerife e Atletic Bilbao na década de 90, geralmente os classificando para competições europeias. Arrogante, autoritário e sempre sério, Heynckes não inspira admiração, não é motivador nem estrategista, mas sim um senhor experiente que entendeu a hora de parar e dá seu lugar a Pep Guardiola, o técnico mais badalado do mundo, no Bayern Munich.

Josef “Jupp” Heynckes nasceu em Mönchengladbach e foi centroavante do time na década de 1970, quando o Borussia era um dos melhores times da Alemanha. Fez parte do time da Alemanha Ocidental campeã da Copa de 1974. Em 1979 começou como auxiliar no Borussia e ganhou sua grande chance no Bayern, em 1987. Ficou por 4 anos, ganhando a Bundesliga em 1989 e 1990, mas com a venda de jogadores no final da temporada, Heynckes saiu em decisão de Uli Hoeness, diretor do time na época.

Logo após, levou os bascos do Athletic Bilbao à quinta colocação em La Liga. Passou sem sucesso pelo Eintracht Frankfurt até fazer sucesso de novo na Espanha, levando o pequeno Tenerife as semifinais da UEFA Cup em 1997. O trabalho o credenciou a treinar o Real Madrid no mesmo ano, após a recusa de Ottmar Hitzfeld. Nos merengues, mostrou sua marca registrada: times aplicados e esforçados.  Ainda sem a fase galáctica, armou um 4-3-1-2 simples, com Raul se juntando ao ataque e boa dobradinha entre Seedorf e Roberto Carlos pela esquerda. O time surpreendeu e conquistou a Europa, além de vencer o Vasco da Gama na final do Mundial.

 real madrid jupp heynckes

Sua saída do Real coincidiu com o início dos “Galáticos”, decisão tomada por Florentino Peréz. Heynckes fracassou no Benfica, Bilbao, Borussia e Schalke-04, até que o Bayern decide contratá-lo como interino para terminar a temporada de 2009. Treinou o Bayer Leverkusen até retornar ao Bayern e comandar o time a uma final de UEFA Champions League, eliminando o favorito Real Madrid de Cristiano Ronaldo e Mourinho nos pênaltis. A final perdida para a retranca do Chelsea não abalou seu prestígio, até que, surpreendendo a todos, anuncia sua aposentadoria e dá lugar a Pep Guardiola em junho de 2013.

E com isso o alemão cinzento, conhecido pelo apelido de “Osram”, por ficar muito vermelho quando está nervoso, encerra uma carreira de mais de 30 anos. Boa sorte!


JUPP

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One thought on “Tributo ao alemão cinzento

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