Arsenal e City vivem inversão de papéis

Símbolo de modernidade e futebol agressivo na terra do do kick&rush, Arsène Wenger foi um dos grandes responsáveis pela mundialização da Premier League, em uma época em que jogadores ingleses de qualidade duvidosa jogavam em clubes grandes, e premiou não só a torcedores, mas o amante do futebol com o Arsenal de 2003 e 2004, um time de futebol objetivo e bonito, com contra-ataque letal, mudando de vez a característica do Arsenal, conhecido pelo “boring football”. Talvez o mais empolgante futebol da história da Premier League.

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O mesmo francês hoje está decadente. Se seu nome ainda permanece com glamour perante a diretoria, Le Boss Gunner já não engata um bom trabalho há muito tempo, mas precisamente desde 2006, quando tinha tudo pra ganhar a UEFA Champions League, mas parou num inacreditável gol de Belletti. Seus dias parecem cada vez mais contados no Arsenal, e a derrota para o Manchester City, por 2X0, sela o início do fim de uma era de futebol bonito, mas muitas furadas, contratações que não deram certo e escassez de títulos que já vai para 10 anos.

Do outro lado, Roberto Mancini, uma espécie de Muricy italiano, pragmático e campeão dos pontos corridos, mas cambaleante em competições que exigem brio extra, tenta levar seu City ao bicampeonato à base de muitos milhões e de variações táticas nem sempre bem sucedidas, como o 3-5-2 de resultados pífios. Com desfalques importantes como o ótimo Aguero e Touré, Mancini apelou para o elenco e montou os sky Blues com o que houve disponível para apagar o vexame na UEFA Champions League.

Times no 4-2-3-1, mas bem diferentes entre si: o City variava para uma espécie de 4-4-2 com o avanço de Tévez para fazer companhia a Dzeko, além Milner mais marcando do que jogando pela direita. No Arsenal, o mesmo 4-2-3-1, com Walcott de centroavante, a solução de Wenger para disfarçar o fracasso de Giroud, e Cazorla, ao estilo espanhol, rodando a bola e circulando por todo o meio.

Arsenal City 1

A pressão do City no início teve a ajuda da expulsão de Koscielny. A partir daí, a blitz que deu 2 gols ao Manchester só parou no segundo tempo, quando Wenger mexeu lá pela metade do jogo, prendendo os zagueiros adversários com Giroud e colocando Walcott para explorar as costas de Clichy. Ainda pensou no passe qualificado de Ramsey acionando o trio de frente, mas parou nas 2 linhas bem montadas por Mancini. Assim como Ferguson observou, o City tem aquela “coisa italiana”, um resquício de catenaccio ao se defender, implantado por Mancini, que faz o time sofrer poucos gols em fins de jogos. Vitória histórica do City, após 37 anos, e que ajuda a entender a troca de papéis desses dois times.

Arsenal City 2

Não é reformulação que o Arsenal precisa. É elenco e o fim das apostas de Wenger, que paga muito por jovens que não dão resultado. O criador do 4-2-3-1 parece viver dias de decadência e já é o pior time entre os 3 grandes de Londres. Contrato renovado em 2014? Pouco provável. É hora da dolorosa mudança.

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